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Professor Galdino

Diocese de Paulo Afonso completa o seu Jubileu de Ouro. Uma história de 50 anos com raízes seculares

Publicada em 14/09/21 às 23:29h - 370visualizações

por Antônio Galdino


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 (Foto: www.diocesedepauloafonso.com.br)

Em setembro de 2011, quando a diocese de Paulo Afonso completou 40 anos de sua criação pela bula papal Pastorale Munus, do Papa Paulo VI escrevi um texto sobre esse evento que reunia, na época, cerca de 500 mil pessoas em torno dele, que eram as populações dos municípios alcançados por esta diocese, todos eles na região do bioma caatinga com IDH bem baixos.


O texto foi publicado em uma publicação desta diocese de Paulo Afonso que, na época, esta diocese já havia recebido o seu 5º bispo, Dom Guido Zendron, desde maio de 2008.


Breve História


No dia 14 de setembro de 1971, o Papa Paulo VI, através da Bula Papal Pastorale Munus, passou a denomina-la como Diocese de Paulo Afonso. No dia 08 de dezembro daquele mesmo ano, acontecia a solenidade de instalação, com o todo o clero diocesano, associações religiosas e autoridades de todos os municípios estando presentes naquela manhã. Dom Jackson Berenguer Prado, chega em Paulo Afonso sendo empossado o 1º Bispo, na Catedral de Nossa Senhora de Fátima. A cerimônia de posse foi realizada com a Missa Solene, presidida pelo o Bispo D. Jackson, e concelebrada pelos demais Bispos presentes e Sacerdotes. 


Com o passar dos anos a grande dimensão territorial das áreas administradas pela Igreja Católica, através de suas dioceses, tornou esta gestão muito difícil e complicada, como era o caso da Diocese de Bonfim, da qual fazia boa parte do território baiano, inclusive todo o território que hoje é a Diocese de Paulo Afonso, que abrange mais de 20 municípios e outro tanto de paróquias.


Estudiosos também apontam como elevado grau de dificuldade de gestão o fato de, na área de abrangência da Diocese, o IDH da maioria dos seus municípios ser os mais baixos do Estado da Bahia.


Em documento histórico produzido na gestão do bispo Dom Aloysio Penna, em novembro de 1987, já se destaca que “a mais remota história de Jeremoabo nos fala de capelães mantidos pelos senhores da Casa da Torre, a presença de Jesuíta… Coube ao zelo do Arcebispo Dom Sebastião Monteiro da Vide (1702-1722) elevar a missão à categoria de Freguesia… A paróquia de Jeremoabo seria o grande centro irradiador da fé em pleno coração do sertão”.


Estes fatos levam os pesquisadores a assegurar que a história da Diocese de Paulo Afonso, mesmo que ainda sem essa nomenclatura “deve ter origem no Século XVI” e atribui a Jeremoabo, hoje, uma das paróquias desta diocese e a sua secular Igreja Matriz, a condição de “mãe de toda a Diocese de Paulo Afonso”.


A Igreja tem se mostrado ao longo dos séculos como instituição acolhedora dos mais humildes e desprotegidos da sociedade o que lhe faz com que a sua atuação vá bem além dos valores espirituais e se volte para ações sociais de grande porte buscando, para isso, a parceria com instituições outras, públicas e privadas.



É o caso da Diocese de Paulo Afonso que mantém seminários, casas de acolhida de idosos, crianças e mulheres, escolas e um sem número de outras atividades tão necessárias nesta região semiárida, de quase 30 mil quilômetros quadrados onde vive uma população de cerca de 500 mil pessoas, nesse “grande pedaço do Sertão”, como diz o Padre Celso da Anunciação, da paróquia de São Francisco, em Paulo Afonso. Sua área de jurisdição vai de Abaré, Rodelas e Glória, na divisa com o Estado de Pernambuco, inclui Paulo Afonso, onde está a sede da administração diocesana e a residência do bispo, Santa Brígida, Pedro Alexandre, Coronel João Sá e Paripiranga, cidades que fazem divisa com os estados de Alagoas e Sergipe, vai até Ribeira do Pombal e se estende ainda pela região de Canudos.


Embora as ações pastorais na região remontem ao Século XVI, a Diocese de Paulo Afonso foi criada em 14 de setembro de 1971 por autorização do Papa João Paulo VI, através da Bula Papal “Pastoral Munus” e foi instalada em 8 de dezembro do mesmo ano.


A Diocese, nesses anos, tem sido presença decisiva no apaziguamento de ânimos como nos antigos conflitos que envolviam a Chesf e os sindicatos e, através de suas Pastorais, na busca de programas de apoio ao homem e a sua convivência com a seca e outras tantas formas de agressão a que os mais necessitados sofrem em sua caminhada por esta região sertaneja.


A história desta diocese é um grande e importante capítulo da história do próprio município de Paulo Afonso e não pode ser ignorada nem esquecida porque é através da avaliação dos registros históricos que se pode planejar os próximos passos, o futuro.

 

Bispos da Diocese de Paulo Afonso

 

1º Bispo – DOM JACKSON BERENGUER PRADO (1971 a 1983)

Lema: “Somos todos Irmãos”

Baiano de Tucano foi o primeiro bispo a assumir três dioceses: Vitoria da Conquista, Feira de Santana e Paulo Afonso. Estruturou a Diocese, construiu o Centro Comunitário de Gloria, escolas, capelas. Estimulou o Grupo Bíblico, o Cursilho de Cristandade e os grupos de jovens. Faleceu no dia 02 de agosto de 2005.

2º Bispo – DOM ALOYSIO LEAL PENNA (1984 a 1988)

Lema: “Vim para Servir”

Paulista de Piquete. Dom Aloysio é Jesuíta, foi ordenado sacerdote em 1963. Dedicou particular atenção ao clero, dinamizou a pastoral diocesana com as religiosas, criou paróquias, adquiriu o prédio para o Seminário, além de outras aquisições. Em 1988 foi transferido para Bauru–SP. Faleceu no dia 19 de junho de 2012.

3º Bispo – DOM MARIO ZANETTA (1988 a 1998)

Lema: “Cremos na Caridade” 

Italiano de Borgomanero, em maio de 1969, chegou aqui com o amigo Pe. Lourenço. Com a partida inesperada do amigo, assumiu a herança por ele deixada e deu continuidade aos trabalhos, sempre direcionados para o seu lema: CREMOS NA CARIDADE. Faleceu no dia 13 de novembro de 1998.

4º Bispo – DOM ESMERALDO B. DE FARIAS (2000 a 2007)

Lema: “Levanta-te e Anda” 

É baiano de Santo Antônio de Jesus. Enfatizou a formação dos leigos, demonstrou uma maior atenção às atividades missionárias, vocações sacerdotais e às comunidades de base. Promotor do Movimento dos padres do Prado. Na Diocese teve um grande trabalho missionário. Foi transferido para Santarém no Pará. Atualmente, é Arcebispo-bispo de Araçuaí.

5º Bispo – DOM GUIDO ZENDRON (2008 – Atual)

Lema: “Cristo Redentor dos Homens”

Italiano de Trento trabalhou por 14 anos em Salvador. Foi sagrado bispo da Diocese de Paulo Afonso em maio de 2008. Aqui chegando foi acolhido com muito entusiasmo. Investido de sua missão episcopal, percorreu toda a Diocese para conhecer a situação espiritual e material de seus diocesanos e de sua diocese. Atualmente, é Bispo da Diocese de Paulo Afonso.

50 anos da Diocese de Paulo Afonso

No aniversário dos 50 anos de Diocese de Paulo Afonso o atual bispo, D. Guido Zendron,  deixou esta mensagem pastoral para os diocesanos:

Palavra de Dom Guido, Bispo da Diocese 

Que significa celebrar os cinquenta anos da Diocese de Paulo Afonso?

Primeiro lugar gratidão a Deus porque desmembrando a nossa diocese da imensa diocese do Senhor do Bomfim, permitiu que o nosso povo experimentasse de forma mais concreta e existencial a proximidade da Igreja e, através dela, a Presença do mesmo Cristo Jesus.

Em segundo lugar é um sentimento de gratidão para aqueles que a partir da própria vocação particular deram vida à Diocese, pois o decreto é importante, mas sem as pessoas assumirem com amor e ardor, ficaria algo puramente burocrático.

Quantas histórias temos de pessoas que não pouparam esforços e sacrifícios para tornar experiência de vida a Palavra de Deus que meditavam e como a solidariedade nunca faltou na experiência das nossas comunidades.

Mas celebrar os cinquenta anos é também renovar a nossa responsabilidade a fim de que, vivendo o dom do Batismo, possamos continuar esta maravilhosa história encontrando sempre novos caminhos e novas formas de vida para podermos responder no presente, aos anseios e necessidades do nosso povo.

Que Nossa Senhora de Fátima nos acompanhe e que o sim dela se torne sempre mais a verdadeira atitude de nossa vida frente às circunstâncias que nos se apresentam. 

Que sejamos testemunhas de esperança através da nossa fé e da nossa caridade.

Dom Guido Zendron

Bispo da Diocese de Paulo Afonso




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