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Jornal Folha Sertaneja Online
Professor Nery

Sobre habemus domum

Como entender as declinações

Publicada em 26/08/20 às 12:01h - 830 visualizações

por Francisco Nery Júnior


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Sobre habemus domum
 (Foto: Antônio Galdino)


Domus em latim significa casa. Fulano é domiciliado na rua tal significa que a sua casa se encontra na rua tal. Ao anunciar que a ALPA (Academia de Letras de Paulo Afonso) havia conquistado a sua sede, escrevi habemus domum. Não escrevi domus porque a palavra é um objeto direto e a terminação do objeto direto em latim é “m” (acusativo), observando-se a vogal temática da declinação, no caso a quarta declinação.  


O site está a me dever a publicação de matéria onde tento convencer o leitor que não é difícil entender certos “mistérios” do Evangelho. Entende-se a ressurreição dos mortos observando-se a lagarta feia e asquerosa transformar-se em uma linda borboleta. Pode-se compreender a doutrina da Santíssima Trindade verificando que a mesma e única água pode estar em líquido, em um pedaço de gelo ou em vapor. O controle pessoal por Deus (seu relacionamento em amor) de cada um dos bilhões de seres humanos pode ser admitido quando sabemos que os atuais sistemas de informática podem “controlar” cada um de nós. 


A presença de Deus em toda parte, a qualquer momento, podemos dizer que é como as “vozes” ao nosso redor. Erguemos um rádio portátil (agora o celular) no ar, ligamos, e ouvimos vozes. Elas “entraram” no aparelho porque “estavam ao redor”.  


Pessoas têm dificuldade de entender as declinações das palavras em latim. As suas terminações dependem da função que exercem na oração. Assim sendo, se é sujeito da oração, o caso é o nominativo. Se é objeto direto, o caso é o acusativo. E assim sucessivamente. Logo, se tomarmos o pronome eu, em português, verificaremos que o falante o declina, de acordo com a função que exerce na sentença, sem se aperceber.  


Isto posto, a forma de “eu”, quando ele é sujeito da sentença (nominativo), é “eu”. Quando é objeto direto (acusativo), “me”. Quando é objeto indireto (dativo), “mim”. E quando é adjunto (ablativo), “migo” de “comigo”. O leitor é citadino e assim procede. Mas o campesino que não frequentou a escola normalmente diz que alguém “explora eu”, “deu o livro a eu”, “falou com eu”. 


O leitor, portanto, erudito como deve ser, declina (fala) o pronome “eu” modificando a sua terminação (no caso forma) de acordo com a função que ele exerce na sentença ou oração.  


Breve, poderemos nos valer desta coluna para fazer ver ao leitor como não é difícil entender que, em latim, existem os gêneros masculino, feminino e neutro nos valendo de este, esta, isto (esse, essa, isso ou aquele, aquela, aquilo).  

Ficamos por aqui e até a próxima oportunidade.  

Francisco Nery Júnior  

  

Nota da redação: 

O professor Francisco Nery é licenciado em português, inglês e latim pela Universidade Católica do Salvador e tem cursos de aperfeiçoamento em inglês nos Estados Unidos (Texas, Massachussets e Flórida) e em francês na França (Paris e Toulouse). 

 




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