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Opinião/Reflexão/Crônica

COMO ESQUECER PAULO AFONSO? - Por Aníbal Nunes

Publicada em 28/07/21 às 14:02h - 434visualizações

por Aníbal Alves Nunes


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 (Foto: Acervo de Antônio Galdino)

Como esquecer o "papa fila" que levava e trazia alunos do SPI e Fazenda Chesf fazendo batucada na chaparia daquele ônibus gigante e desembarcavam em frente às Casas Pernambucanas e na Igreja de Fátima?

Como esquecer das guaritas da Chesf, a principal, a da Rua D, a do Murilo Braga, a da Tapera, as do Moxotó e da SE3 no lado alagoano com seus guardas, os quais a criançada apelidava de "pivôs"?

Como esquecer os hotéis Tropical, São Francisco, Palace, Flórida, Guadalajara, Cacique, Guanabara?

Como esquecer o trampolim do balneário, o Paraíso, o CIEPA da Baixa Funda, a empresa Barros (de Manoel Barros de Freitas) antes da Vitran, o Posto Dois Irmãos no final da Getúlio Vargas, a fábrica de café e fubá Paulo Afonso, de Adauto Pereira, a Cajuína Escoteiro de Waldomiro atrás do Coliseu, a Padaria Nova, Panificadora Paulo Afonso de Cícero Lins, os restaurantes: Rei da Caça de Miguel do Bogó, Skinão, Cacique, Guanabara, da Parada?

Como esquecer o serviço de alto falantes Miramar de Salvino, nas vozes de Zé Rudival, Gilberto Leal e Odon e anos depois, chamada das cartas e "A Hora do Rei Roberto Carlos" com o locutor Luiz Martinelli?

Como esquecer o programa de calouros Coliseu show com Antônio Galdino e Nilson Brandão, os saraus do Copa, os jogos do Olímpico, Caveira e Redenção no Ruberleno?

Como esquecer Carlos Rodrigues e seu programa "Show da Tarde" na Rádio Poty de Roque Leonardo (ao lado do Posto Avenida)?

Como esquecer da distribuição de cestas básicas, bacalhau e dos shows nos aniversários dos Supermercados Pesqueira de Alonso Maciel que atraia milhares de espectadores?

Como esquecer de Gilberto Leal e sua Veraneio de propaganda volante "a voz do povo" e dos Pastoris de Natal apresentados por ele e Edvaldo Santos nas igrejas locais?

Como esquecer do vereador de Glória, o pequeno grande homem, Abel Barbosa que emancipou Paulo Afonso e foi posteriormente, indicado duas vezes como seu prefeito?

Como esquecer Oscar Silva e Wilma Rodrigues, autores do hino da cidade, os professores Gilberto Oliveira, Formigli, Lindinalva Cabral, Noêmia, Olegário do supletivo, Gildo Lira, Lúcia Cordeiro, Katia, Zemira, América, Jocelina, Chico, Ivaldo, Salésio?

Como esquecer os médicos do Nair e dos postos: Dr. Roque, Edson Teixeira, Alcione, Hemetério, Nélia, Gilvan?

Como esquecer Pedro Ferreira da Sacol, Zezito da Cibel, Edmar da Cinoc, Chico da Ental, Gilvo de Castro, Manoel da Manesa e outros empreiteiros?

Como esquecer o Sr. Neves do Banco Real, Romano do Banco da Bahia atual Bradesco, Antônio do Banco do Brasil?

Como esquecer os padres Mário Zanetta, Lourenço Tori, Alcides Modesto distribuindo alimentos, construindo casas em mutirão para os pobres do BTN e outras comunidades, irmã Celina apoiando os idosos, cuidando da saúde dos carentes e irmã Rita ensinando artes no artesanato?

Como esquecer tenente Iran, Chefe da Guarda da Chesf e seus assessores Pombinha, Enoque, Monteiro, Cordão?

Como não lembrar dos comerciantes: Salvador Xavier, Zuca do Moinho, Chiquinho da Casa Matos, Dona Noquinha, Noé Pires, Dona Risalva, José Gomes, dona Alzira, Dernival Oliveira, Dona Darcy, Cícero Lins, Sebastião Leandro, Otaviano, Alexandre Amâncio, Alonso Maciel, José Rudival, Antônio Exalto, Marotinho?

Como esquecer a Sala de Visitantes com Socorro Magalhães, seu João, seu Antônio e equipe recepcionando os turistas?

Como esquecer os cinemas Coliseu, Palace, São Francisco (centro) e Regina (BTN) implantados por José Rudival e os cinemas do Copa e CPA?

Como esquecer Roque Leonardo da Rádio Poty, Ratinho da Rádio Tupy, Antônio José Diniz da Rádio Cultura vendendo revistas na Distribuidora Sedução e seu Nicolson dando brindes às crianças no Posto Oasis?

Como não lembrar de Paraíba discursando na tribuna livre da Getúlio Vargas, Saboriê gritando "olha o picolé menininho"! e seu Zé Poção dirigindo lentamente seu caminhão para as feiras de Santa Brígida?

Como esquecer os chafarizes da Poty, a feira e o mercado na rua do Gangorra (atual Uneb), a feira grande que lotava a Rua da Frente e outras ruas até a Libanesa?

Como esquecer o muro de pedra que cerca todo o acampamento Chesf com várias guaritas, inclusive nos lados de Alagoas e Pernambuco?

Como esquecer o "Mangaratiba" que por muitos anos funcionou na feirinha com suas boates e cabarés até o dia que a justiça mandou a polícia e o exército demolir tudo?

São tantas histórias maravilhosas que não cabe num só programa, num livro de poucas páginas. Parabéns minha amada cidade!




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6 comentários


Gilvan Barbosa

22/08/2021 - 15:53:06

Estou lendo este artigo um mês após sua publicação, más, estando longe da nossa querida Paulo Afonso a emoção se multiplica. Parabéns aos autores e muito obrigado por reviver boas lembranças.


Márcia Pereira

21/08/2021 - 07:55:36

Boa tarde Sr. Aníbal.Como esquecer?Eu lhe respondo:É muito fácil! Esquecimento, é uma doença crônica, da qual o povo brasileiro é acometido desde o período de colonização.O povo de Paulo Afonso, esqueceu sem o menor constrangimento do povoado da Barra.Meu avô Amâncio Pereira Dos Santos, era da Barra.Ele foi um dos vereadores que apoiou Abel Barbosa, na emancipação de Paulo Afonso.A Barra não foi somente inundada para a construção de barragens da chesf.A chesf com todo seu poder, e com a cobertura do governo ditatorial da época, conseguiu aniquilar a história de um lugar e seu povo.Não é a toa que o Brasil é o que é: fragmentado, sem identidade.Um povo que não sabe dar valor a suas raízes.Agora que estou escrevendo minha autobiografia, estou procurando registros da Barra.É triste e vergonhoso, constatar que não encontrei nada, absolutamente nada, que mencione a existência da Barra, na história de Paulo Afonso. O lugar onde eu passei, os anos mais felizes da minha infância.Tudo isso é lamentável. Porém não me causa espanto.Somos um povo, que se acostumou a forjar sua história, de acordo com as nossas próprias conveniências.Atenciosamente Márcia Pereira Dos Santos


Hugo Quadros Júnior

29/07/2021 - 21:45:39

Parabéns!Memórias de bons tempos. de minha doce infância e juventude.Hoje pai de jovens, sinto tristeza em saber que meus filhos não terão a mesma sorte.Parabéns amigos Aníbal Nunes, Profes. Galdino e Neri.Parabéns Paulo Afonso e sua honrosa população.


João Cezar Lopes Mascarenhas

28/07/2021 - 22:34:27

Olá Paulafonsinos! Parabéns pelo Aniversário de Emancipação Política!Parabéns ao Professor Galdino ,por fazer reviver às lembranças dessa terra que amo.Abraços amigo Aníbal.Como esquecer de Paulo Afonso.Impossivel!Abel Barbosa amante eterno de Paulo Afonso.Grato pelo que fizestes no meu Mulungu.Vuva Paulo Afonso, Redenção do Nordeste.


Anibal Alves Nunes

28/07/2021 - 17:19:36

Obrigado Galdino pela publicação do meu artigo/reflexão. Os pauloafonsinos do nosso tempo, certamente mergulharão nesse mar de lembranças. Abraços.


Maria Ivone

28/07/2021 - 14:44:42

Parabéns pela bonita matéria. Voltei ao tempo, lembrei de muitas coisas, infância, adolescência. Muitas lembranças boas, tempos bons. Carrego para sempre no coração.


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