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PERSONAGEM EM DESTAQUE

Homenagem às mulheres da ALPA, todas MARIAS

Publicada em 13/03/24 às 13:15h - 580 visualizações

Antônio Galdino


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Homenagem às mulheres da ALPA, todas MARIAS
 (Foto: Arq. do jornal Folha Sertaneja)

Nos 20 anos do Jornal Folha Sertaneja e mantendo o objetivo de continuar levando aos leitores do Jornal e aos mais de 100 mil internautas que acessam esse site todo mês – mais de 3 mil por dia – continuamos homenageando as mulheres neste mês de Março, no quadro PERSONAGENS EM DESTAQUE.

E desejamos trazer para hoje o abraço em todas as mulheres escritores, poetisas, historiadoras de Paulo Afonso e, em especial, aquelas, que são membros da Academia de Letras de Paulo Afonso e que, coincidentemente, todas têm MARIA em seus nomes. São as MARIAS DA ALPA, aqui apresentadas com brevíssimo relato de suas vidas.

A Academia de Letras de Paulo Afonso foi criada em 20 de novembro de 2005 e já ali trazia entre os seus 15 membros fundadores mulheres que se destacavam como educadoras, poetisas, escritores.

Ali estava Maria Lúcia Cordeiro (in memoriam) e Jovelina Maria Ramalho, Maria Socorro de Mendonça, Maria do Socorro Araújo (Marajana), Maria da Glória Lira, que ainda estão entre os atuais 38 membros, escritores e escritoras, poetas e poetisas, cordelistas, violeiros, historiadores, pesquisadores desta Academia de Letras, a ALPA.

A elas se juntaram outras mulheres que foram chegando aos poucos: Maria Lúcia Teixeira Santos, Maria Cleonice de Souza Vergne, Maria Gorette Moreira e Maria Telma Barbosa Aciole de Lima e Maria Dolores Moreira (in memorian)

Desse total de gente que pensa, escreve, busca informações e sobretudo que deixa que seus sentimentos explodam em versos falando de coisas, de ambientes, lugares e de pessoas, entre os 38 membros da ALPA, oito são mulheres, todas MARIAS, as MULHERES DA ALPA.

Estas poucas referências sobre cada uma dessas mulheres são apenas para lembrar a cada uma que elas são essenciais, importantes na caminhada desta Academia de Letras de Paulo Afonso e onde quer que elas estejam. Que estas MULHERES DA ALPA continuem alegrando a todos com a sua presença entre nós por muitos anos.

Maria Cleonice de Souza Vergne

Nasceu em Salvador/ BA, em 12/08/1954. Mora em Paulo Afonso desde 2002.

Em 25 de novembro de 2019, a Câmara Municipal lhe concede o título de Cidadã de Paulo Afonso.

Possui doutorado em Arqueologia pela Universidade de São Paulo - USP (2004), mestrado em História pela Universidade Federal de Pernam­buco - UFPE (1990) e graduação em História pela Universidade Federal de Sergipe - UFS (1983).

É professora aposentada da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), esteve durante anos atuando no Curso de Bacharelado em Arqueologia, em Paulo Afonso-BA.

É Coordenadora de Pesquisa do Centro de Arqueologia e Antropolo­gia de Paulo Afonso/CAAPA.

Dentre os muitos trabalhos que deixa para a Ciência estão os do Sítio Justino, em Canindé do São Francisco, Sergipe, antes do enchimento da Bar­ragem de Xingó que resultaram na criação do Museu Arqueológico de Xingó – MAX e os Sítios Arqueológicos dos povoados Rio do Sal, Mão Direita, Malhada Grande e outros no município de Paulo Afonso registrados no livro Pedras Pintadas, feito em parceria com Juracy Marques.

É membro Efetivo da Academia de Letras de Paulo Afonso, Cadeira Nº 24, cujo patrono é Ariano Suassuna.

Maria da Glória Lira

Nasceu em Esperança, na Paraíba em 28/03/1953.

Tem formação em Biologia e em História. Durante muitos anos atuou na área cultural de Paulo Afonso. Foi a responsável pela organi­zação da Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato no prédio da primeira Prefeitura, no Espaço Cultural Raso da Catarina, atualmente cedido para ser o Memorial Abel Barbosa e a sede da Academia de Letras de Paulo Afonso.

Foi diretora do Departamento Municipal de Cultura, desenvolveu intensa atividade de cadastramento de artesãos e a realização de feiras se­manais de artesanato.

Coordenou a realização dos desfiles de 28 de Julho com enredos temáticos que atraíam grande público à Avenida. Também cuidou da preservação da cultura junina com a realização dos concursos de quadrilhas que se transformaram em grandes espetáculos.

É membro Fundadora da Academia de Letras de Paulo Afonso - Ca­deira Nº 15.

Maria Gorette Moreira

Nasceu em Triunfo, PE, residente da cidade de Paulo Afonso, BA. Amiga da Cidade de Paulo Afonso - Resolução Nº. 225/92. Cidadã de Paulo Afonso - Resolução Nº. 257/93.

Funcionária da Câmara Municipal de Paulo Afonso, Coordenado­ra Pedagógica do Polo Educacional UNI­SA - Paulo Afonso, BA. Pioneira em Educação a Distância em Paulo Afonso.

Presidente da ASCOPA, Ex-Presidente da ALPA, Membro dos Conselhos Municipais da Criança e do Adolescente, Educação, Assistente Social e do Con­selho do Meio Ambiente, Comitê de Itaparica, Conselho de Turismo. Ex­-Secretária de Educação de Santa Brígida.

Escritora, poetisa, foi colunista do Jornal Forqui­lha. Participou da coletânea de Poesias na Semana do Modernismo, quando publicou Fragmentos de um Ponto de Partida (poesia-2ª Ed.2018) Participou da Antologia dos Dez Mandamentos em Prosa e Verso (2019) e da 1a, 2a e 3a Edição da Revista da ALPA.

Membro Efetivo da Academia de Letras de Paulo Afonso, onde ocupa a Cadeira Nº 19, cujo Patrono é Rui Barbosa. É Secretária Geral da ALPA para o biênio 2023/2025. Membro da Academia Santabrigidense de Letras e Artes.

Maria Lúcia Teixeira Santos

Nasceu em 31 de agosto de 1952, em Olho D’água do Souza, Município de Glória/BA, onde iniciou a escolarização na Escola Municipal. Mu­dou-se com a família para Paulo Afonso em 1963. Em 12/03/1992 a Câmara Municipal aprovou o título de Amiga da Cidade de Paulo Afonso.

Estudou na Escola Casa da Criança (hoje 01). Fez o curso ginasial e cientifico no Ginásio Paulo Afonso/ COLEPA.

Graduada em Psicologia pelos Institutos Paraibanos de Educação – IPÊ (hoje UNIPÊ) – João Pessoa, Paraíba, tem especialização em Educação de Adul­tos – UFPB, apresentando ao final do curso com Francisca de Assis de Sá, a monografia “O Bairro Centenário e sua organização comunitária”, em 1986. Cursou Mestrado em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental – UNEB Campus VIII, defendendo a dissertação Impactos Socioambientais provocados pelas barragens Delmiro Gouveia e Apolônio Sales à popula­ção ribeirinha dos municípios de Glória e Paulo Afonso, em 2012.

Tem artigos publicados na Revista da Academia de Letras de Paulo Afonso Nº 4 (2022) - Paulo Afonso antes da CHESF: povoações na região da cacheira. e Nº 5(2023) - Parque Belvedere em Paulo Afonso-BA: uma paisagem cultural na caatinga-uma restauração ecológica.

Durante quinze anos atuou como atriz no Grupo de Teatro Curicaca.

Membro Efetivo da Academia de Letras de Paulo Afonso, Cadeira 16 que tem como patrono o poeta baiano Gregório de Matos Guerra.

Maria do Socorro Araújo Nascimento

Nasceu em 26/01/1966 na cidade de Paulo Afonso/BA.

Formada em Letras pela Faculdade Sete de Setembro – FASETE (UNIRIOS), na cidade de Paulo Afonso – Bahia; Pedagogia e Arqueologia, pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB; graduação em Serviços Imobiliários - UNIASSELVI. Pós-graduada em Meto­dologia do Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação – UNEB; Turismo e De­senvolvimento Sustentável – UNEB; Educação à Distância: Gestão e Tutoria, pela Universidade Leonardo da Vinci – UNIASSELVI; Metodologia da Língua Portuguesa - UNIASSELVI; MBA em Gestão Comércio Inteligência de Merca­do – UNIASSELVI e Psicopedagogia - UNIASSELVI.

Autora dos livros: Solidão (poesia), Janelas da Alma (poesia) e coautora do livro: A Vida e a Vida de Pe. Lourenço (biografia). Coautora do livro Diocese de Paulo Afonso: Luzeiro de Fé e Esperança no Sertão Baiano.

Atualmente, é Coordenadora pedagógica na Escola Vinicius de Moraes no Jardim Bahia e trabalha na área de vendas (terceira paixão) como corretora de imóveis do Eco Park Paulo Afonso. Suas obras estão publicadas na AMA­ZON em livros e, também, e-book.

É membro fundadora da Academia de Letras de Paulo Afonso, Cadeira nº 5.

Maria Socorro de Mendonça Gomes

Nasceu em Icó/CE, no dia 03/08/1947.

Vive em Paulo Afonso desde 1951. Em 2018, recebeu o título de Ci­dadã de Paulo Afonso.

Graduada em Pedagogia, especializou-se em Educação Infantil e Orientação Educacional. Professora de Magistério, atuou em Paulo Afonso, Glória e Santa Brígida, na Bahia.

Foi Coordenadora Municipal de Educação de Paulo Afonso, em 1992 e Secretária de Educação e Ação Social de Glória, em 1993. Implantou e coor­denou o Programa Sentinela em Feira de Santana/ BA, com destaque nacional.

Faz parte do Dicionário de Autores Baianos/2012. Compõe, poesias, cordéis e crônicas. Como poetisa, a obra Monólogo de Um Pivete de 2001, obteve classificação nos títulos: As melhores Poesias do Século, do Rio de Janeiro, Anuário de Escritores, do Rio de Janeiro e Valores Literários do Brasil, do Distrito Federal.

Publicou: Pelo Social (poesia/1993), Tipos de Conhecimento (cor­del/1994), Receituário de Alimentação Alternativa(1999), Traços de Mim (poesia/2018) e Cozinhar 100 Segredos (2020).

É membro Fundadora da ALPA, Cadeira Nº 10.

Jovelina Maria Ramalho da Silva

Nasceu no Rio de Ja­neiro em 25/09/1952.

Tem raízes familiares em Palmeira dos Ìndios/AL e em 2018 recebeu da Câmara Municipal de Paulo Afonso o título de Cidadã de Paulo Afonso.

Escritora, poetisa, Graduada em Pedagogia e Bacharela em Direito e foi professora por muitos anos das Escolas da Chesf e COLEPA e do Colé­gio Polivalente de Paulo Afonso.

Já foi coralista do Coral da Chesf e atualmente faz parte do Coral da Catedral N.S. de Fátima, da Diocese de Paulo Afonso.

Tem três livros publicados, o primeiro, Verso e Reverso, em 1992, du­rante o Modernismo em Paulo Afonso e dois cordéis. Participou do livro do Concurso de Causos promovido pela Chesf na comemoração dos 50 anos da empresa, em 1998 e das publicações da ALPA: Rio São Francisco em Prosa e Versos, Revista da Academia de Letras de Paulo Afonso Nºs 1 a 5 e Antologias de Poetas de Paulo Afonso Nºs 1 e 2, publicados entre os anos de 2019 e 2023.

Acredita que na vida vale o prazer de poetizar e cada dia é um presente de DEUS, portanto, vivê-lo intensamente é sabedoria divina.

É membro Fundadora da ALPA, Cadeira Nº 12, onde criou o Projeto “O Escritor vai à Escola” através do qual os escritores da ALPA vão às Es­colas falar de escrita e de leitura para os jovens estudantes.

Maria Thelma Barbosa Aciole de Lima

Nascida no Sertão da Bahia, em Paulo Afonso, em 02/01/1952 e criada dentro de uma Vila de área de segurança nacional. As ruas dentro da Vila eram denominadas pelas letras do abecedário.

Eu morava na antiga Rua D numero 21. Essa Vila era cercada por um muro de pedras, com 2 metros de altura. Eu achava que o mundo se resumia ali dentro. Um dia, essa menina ganhou o mundo e viu que o mundo era bem maior do que ela pensava. Costumo dizer que sou escri­tora, pra dominar meus anjos e demônios.

Livros- Um rio que mora em mim e A moça do brinco de rubi.

Presença nas Bienais do Livro de Paulo Afonso de 2014 e 2016 e no FLIP- Rio de Janeiro.

É membro Correspondente da Academia de Letras de Paulo Afonso, Cadeira Nº 32, que tem como patrona a escritora cearense Rachel de Queiroz.

In Memoriam

Em seus 18 anos de vida, completados em 20 de novembro de 2023, a Academia de Letras de Paulo Afonso perdeu cinco membros, imortais em outro plano. Dentre os que nos deixaram, duas mulheres, duas Marias: Lúcia Cordeiro (2006) e Dolores Moreira (2024).

Maria Lúcia Cordeiro

Lúcia Cordeiro foi professora e coordenadora do Colégio Sete de Setembro durante toda a vida. Foi membro fundadora da Academia de Letras de Paulo Afonso e uma semana depois da posse dos seus membros, que aconteceu em 21 de outubro de 2006, faleceu.

Maria Dolores Moreira

Dolores Moreira dedicou-se toda a vida ao teatro em Paulo Afonso, tendo-se formado como dramaturga na Universidade Federal da Bahia, em Salvador onde também chegou a ser premiada pelo seu trabalho. Realizou peças memoráveis no Centro de Cultura Lindinalva Cabral, tais como O Nordeste é Lindo e Alpercatas de Couro Cru, ressaltando a importância e a luta do homem sertanejo. Produziu muitas peças para a Chesf. Trabalhou, até os seus últimos dias na Educação em Paulo Afonso. Seu legado artístico e educacional deixou uma marca indelével. Ela faleceu na tarde de quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024, os 62 anos de idade.




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1 comentário


Socorro Mendonça

13/03/2024 - 20:24:29

Obrigada, imortal Antônio Galdino. Este reconhecimento nos ajuda à lutar e fazer da ALPA uma um grande Academia.A ALPA SOMOS TODOS NÓS e JUNTAS SOMOS FORTES. Vida longa e sucessos merecidos para o JORNAL FOLHA SERTANEJA.


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