Há pessoas que, quando partem, não levam apenas sua presença, mas deixam um silêncio que fala mais alto do que qualquer palavra. Assim é a ausência de Galdino... o nosso querido tio Gal.
Ele não foi apenas comunicador. Não foi apenas escritor. Não foi apenas o homem que conhecia a alma de Paulo Afonso como quem decifra um livro aberto. Ele foi tudo isso junto, e mais: um guardião da nossa memória, um contador de histórias que não apenas narrava fatos, mas costurava sentidos.
Tio Gal tinha a rara habilidade de transformar palavra em ponte: entre o passado e o presente, entre a luta e a esperança, entre o cotidiano simples e a grandeza de quem nunca deixou de acreditar na sua cidade. Sua voz era firme, mas carregada de ternura; sua escrita, lúcida, mas cheia de emoção.
Se hoje nos faltam palavras para descrevê-lo, talvez seja porque ele gastou todas as mais belas em vida - para falar de Paulo Afonso, de sua gente, de suas raízes. Nós, que ficamos, temos agora a missão de não deixar que esse legado se perca.
Tio Gal partiu, mas deixou um rastro luminoso de sabedoria, inteligência e amor à história da nossa terra.
E é nesse rastro que seguimos, certos de que Paulo Afonso nunca esquecerá aquele que tanto fez para que sua memória não morresse.
Em nome da minha família — Adeilda Xavier, Sérgio Xavier, Celso Xavier e de meu pai in memoriam, Salvador Xavier, que sempre teve o maior respeito por esse grande homem! Deixo registrado meu abraço de gratidão.
Eu, Silvinho Xavier, me curvo diante do legado de Galdino, nosso eterno tio Gal.