Prof Galdino, não sou dada a homenagens póstumas, eis que prefiro fazê-las em vida. E isso me conforta. Porque conhecê-lo dias depois de ter conhecido seu livro, da história de Paulo Afonso, foi a oportunidade primeira que tive de lhe prestigiar. Que honra! Quem dera todos os leitores pudessem, na sequência de apreciar o conhecimento de um escritor, poder beber dessa sapiência na fonte.
Ao contrário da maioria dos pauloafonsinos (nascidos aqui ou apenas de coração), não tive tantas vivências partilhadas com o senhor. Porém, sabendo da efemeridade da vida, pude absorver do seu conhecimento para além do livro, na conversa na rádio, ao vivo ou nos bastidores, na troca das mensagens da revista eletrônica, no projeto do novo livro, no desfile do COLEPA e, claro, no testemunho de que sim, realmente, o senhor era o espírito que animava o meio em que se inseria.
Não tenho a foto em que estávamos juntos daquela manhã ensolarada quando me emocionei ao vê-lo entoar com seus companheiros de tantos anos de jornada a música “Amigos para sempre”. Inclusive, quando tirei essa foto para registrar meu filho, junto ao maestro da banda que tocou em homenagem ao COLEPA, o senhor me ladeava e registrava sua turma também. E foi eu que registrei, com sua máquina profissional (mas de minha parte muito amadora), a foto em que o senhor finalmente se fez presente.
Há uma sabedoria muito antiga que nos ensina “Onde quer que você esteja, seja a alma do lugar.”
Pois bem, Paulo Afonso atesta que o senhor vivenciou intensamente essa máxima. E, hoje, sua alma esteja em paz.
Sua história reverbera na história desse lugar, que, muito pelo seu legado, aprendemos a amar.
À toda família, os meus sinceros sentimentos.
Com todo meu afeto.