Ao meu amigo Galdino
Guardador da História
E do tempo
O meu cordel, sem viola
Sem rima ou contratempo
Um pouco de verso e prosa
De respingos da Cachoeira
Do amarelo vivaz
Da flor das Caraibeiras
Quero o embalo das águas
Correndo na Ribanceira
Com versos de Castro Alves
Pra o “véu da noiva” enfeitar
Tudo isso, amigo Galdino
Pra você fotografar.
Peça aos anjos uma ajudinha
Pois eu, já não posso ajudar
E carregar sua câmera
Pra ela não se quebrar
Você partiu de repente
Não deu para se despedir
E o vazio da sua ausência
Estamos todos a sentir
A saudade é muito forte
De você, dos seus “causos” e explicações
Do Jornal que escrevia
Da sua sabedoria inata
Que os textos enriquecia
O meu cordel está triste
Mas nunca será passado
O menino de Zabelê
O professor Antônio Galdino
Tem na História de Paulo Afonso
Um brasão perpetuado.