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Gilmar Teixeira - Proseando

Zé Carlos, o Olhar de Paulo Afonso

Publicada em 31/07/25 às 22:22h - 558 visualizações

Gilmar Teixeira


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Zé Carlos, o Olhar de Paulo Afonso
 (Foto: Divulgação Gilmar Teixeira)

Zé Carlos, o Olhar de Paulo Afonso

* Gilmar Teixeira

Desde os tempos da nossa juventude, quando o suor do esporte misturava-se à alegria da amizade, Zé Carlos já era parte essencial da nossa história. No ginásio, com a bola de vôlei quicando sob as palmas das mãos, éramos parceiros, campeões em tantas quadras de Paulo Afonso e arredores. Mas o que poucos sabiam ali, entre saques e bloqueios, é que aquele rapaz de sorriso largo tinha algo mais a oferecer ao mundo: um olhar sensível e inquieto, que transformaria em imagem o que muitos não conseguiam expressar em palavras.

Zé Carlos Ferreira, o repórter cinematográfico, o mestre da lente, o contador de histórias visuais. Começou em 1985, quase que como quem não queria nada, gravando vídeos com uma câmera na mão e um coração cheio de curiosidade. Daí em diante, foi abrindo caminhos. Em 1998, lá estava ele na TV Camaçari, e poucos anos depois, em 2001, seu talento o levou à TV São Francisco, afiliada da Globo no Norte da Bahia.

A câmera passou a ser sua melhor amiga, seu instrumento de trabalho e de arte. Com ela, Zé mostrou Paulo Afonso para o mundo. Suas reportagens não ficaram apenas nos noticiários locais — ganharam o Brasil, com destaque nos grandes telejornais da Globo. E em cada matéria, havia algo que era só dele: um ângulo preciso, uma sensibilidade que não se ensinava em curso nenhum. Era dom, era entrega.

Trabalhamos juntos muitas vezes, em produções institucionais, documentários, matérias publicitárias e, claro, na comunicação da Prefeitura e da Câmara. Zé Carlos sempre chegava com seu jeito de ser, quase desconcertante, e em minutos já estava com tudo pronto, enxergando através da lente o que ninguém via. Ele tinha esse poder: captar a alma das cenas, das pessoas, das ruas, dos acontecimentos.

Agora, aposentado — ao menos no papel —, ele insiste em continuar. Porque para Zé Carlos, a câmera não é mais um trabalho. É extensão da alma. “Trabalhar é uma terapia”, diz ele, com aquela sabedoria de quem entendeu que a vida tem mais sentido quando se faz o que ama. E ele ama registrar o mundo. Ama Paulo Afonso. Ama o ofício de mostrar a verdade com poesia.

Zé Carlos é mais que um repórter. É um cronista da imagem. Um guardião da história recente de nossa cidade. E mais que tudo, é um amigo leal, parceiro de conquistas, e um exemplo de que quando se tem paixão pelo que faz, a aposentadoria é apenas um número — nunca um ponto final.

Enquanto houver histórias a contar, lá estará ele: com a câmera nos ombros, os olhos atentos e o coração em paz. Porque Zé Carlos não filma apenas o que vê. Ele filma o que sente. E nós, seus amigos e conterrâneos, somos privilegiados por fazer parte dessa história viva que ele continua registrando.

* Gilmar Teixeira

Membro fundador da ALPA

Cadeira 8




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5 comentários


Ariosvaldo

16/08/2025 - 21:34:13

Grande Carlinhos,trabalhamos muito em casamentos aniversário e tudo que era de imagens.sucesdo sempre meu amigo.prof Ari.antigo ciepa.


José Carlos Ferreira

01/08/2025 - 10:53:29

Gilmar recibo essa sua homenagem com muita alegria por lembrar de mim, agradeço de coração e obrigado a os amigos pelo carinho das mensagens.


Flavia Cardoso

01/08/2025 - 10:37:52

Excelente artigo! Também tive o previleégio de trabalhar com esse cara que até hoje chamo de amigo. Zé, como chamo carinhosamente, foi meu parceiros em algumas reportagens para TV São Francisco, com aquele jeito peculiar de ser, sempre foi um cara coração bom. Hj,mesmo distantes, continuo te desejando tudo de bom.Que vc continue trilhando as coisas boas da vida que seu coração almeja. Te amo amigo ❣️


Paula Rubens

01/08/2025 - 08:09:57

Enquanto existir um Galdino, a memória dos que constroem nossa história permanecerá viva.Ainda bem.


Professor Galdino

31/07/2025 - 22:40:31

Zé Carlos é um grande profissional. Bom parceiro e, de fato, se Paulo Afonso é conhecido na Bahia, no mundo, ele contribuiu muito com suas imagens! Infelizmente, como tem se tornado comum por aqui, nunca se reconhece o trabalho de muitos que se doam para colocar Paulo Afonso conhecido no mundo!


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