
A Bienal do Livro de Paulo Afonso nasceu de um sonho. Um sonho idealizado pelo professor, escritor e mestre da cultura Antônio Galdino, que, ao visitar a Bienal de Rodelas, enxergou a necessidade de criar em nossa cidade um evento que valorizasse não apenas os escritores, mas toda a produção cultural da região.
Mais do que uma feira literária, uma Bienal é um espaço de encontro entre diferentes manifestações artísticas. Literatura, música, dança, teatro, artes visuais, educação, história e patrimônio caminham juntos, promovendo conhecimento, criatividade e transformação social. É um ambiente onde leitores encontram autores, estudantes ampliam seus horizontes e artistas compartilham suas experiências, fortalecendo a identidade cultural de um povo.
Com sua visão empreendedora, Antônio Galdino também compreendia que uma Bienal vai muito além da cultura. Grandes eventos literários movimentam a economia local, impulsionam o turismo, fortalecem o comércio, estimulam a rede hoteleira, bares, restaurantes e diversos setores de serviços, além de projetarem o nome da cidade para outras regiões do país.

Foi com esse propósito que, em 2014, aconteceu a 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso. Apaixonado por sua terra, o professor Galdino escolheu o Memorial Chesf para sediar o evento, local carregado de significado para sua própria história, já que foi colaborador da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF) e participou da implantação do Memorial e do Museu ali existentes.
Durante sua trajetória, realizou quatro edições da Bienal com dedicação, compromisso e amor pela cultura. Na 3ª Bienal do Livro de Paulo Afonso, reuniu cerca de 50 escritores de diferentes estados brasileiros, consolidando o evento como uma das mais importantes iniciativas culturais do interior da Bahia.

Antes de sua partida, o professor Antônio Galdino já dialogava sobre os planos para a 5ª Bienal com o produtor cultural e jornalista Nilton Alcantara, conhecido artisticamente como Negritto. Ainda na quarta edição, começaram a ser desenvolvidas a identidade visual e o site oficial do evento, demonstrando que o sonho de fortalecer a Bienal continuava vivo. Embora Galdino não esteja presente fisicamente nesta edição, seu legado permanece em cada detalhe da organização, na programação e, principalmente, na missão de manter viva a chama da literatura e da cultura em Paulo Afonso.
A luta pela valorização da Bienal sempre esteve entre os maiores objetivos de seu idealizador. Antônio Galdino defendia que o evento integrasse oficialmente o calendário cultural do município, garantindo sua continuidade e fortalecimento ao longo dos anos. Esse sonho ainda continua sendo perseguido pela comissão organizadora, que acredita que investir na cultura é investir na educação, na cidadania e no futuro de nossa sociedade.

A 5ª Bienal do Livro de Paulo Afonso chega renovada, com uma programação diversificada, reunindo escritores, pesquisadores, professores, artistas, comunicadores e palestrantes que abordarão temas ligados à literatura, educação, patrimônio histórico, economia criativa, comunicação, tecnologia, inteligência artificial, cultura popular e formação de leitores. Além disso, serão realizadas oficinas, exposições, lançamentos de livros, apresentações culturais e diversas atividades voltadas para todas as idades.
Mais do que um evento, a Bienal representa um movimento de transformação social. Ela aproxima gerações, incentiva o hábito da leitura, fortalece os artistas locais, promove intercâmbios culturais e reafirma Paulo Afonso como um importante polo cultural do Sertão do São Francisco.
Por isso, convidamos toda a população de Paulo Afonso e das cidades vizinhas a fazer parte desta grande celebração da cultura.
Reserve em sua agenda os dias 25 e 26 de julho e venha viver essa experiência conosco na 5ª Bienal do Livro de Paulo Afonso – Bahia, que será realizada no CETIPA – Colégio Estadual de Tempo Integral de Paulo Afonso (antigo Colégio Polivalente), com abertura dos portões a partir das 8 horas.
Porque uma cidade que investe na leitura, na arte e na cultura constrói um futuro mais consciente, mais humano e mais desenvolvido para todos.
Gostaria de fazer um lançamento na bienal do meu livro amendoim Torrado, lançamento bilingue. Um pena que já está em cima e aí não tenho como me programar e também sobre a possibilidade de cobertura de deslocamento, diária, hotel etc. Faço Oficina de cordel, sou oum dos fundadores da Casa do Poeta d Alagoinhas e recentgemente fui selecionado para a Biena do Livro da Bahia.
Um texto informativo e de boa qualidade.
Muito importante a leitura, para toda civilização e aprendizado universal…
O FORTALECIMENTO DA CULTURA É SEMPRE NECESSÁRIO
Concordo plenamente com Valdomiro, já que comungo da mesma opinião. Parabéns, meu nobre amigo e parceiro literária J. Negrito. Parabéns Fabiana e parabéns para todos os envolvidos. Eu costumava dizer que Antônio Galdino era o guerreiro das letras, incansável feito o tempo. A saudade dela é imensa, assim como o legado deixado por ele. Viva a 5° Bienal do Livro de Paulo Afonso. Viva o legado de Antônio Galdino.
Muito feliz com a realização da Bienal do Livro de Paulo Afonso. Um abraço para Fabiana Galdino e toda a Família Galdino! O Professor Antônio Galdino viveu além do seu tempo e deixou um legado de sabedoria, amor e Cultura. Parabéns Negrito pela continuação desta grande obra cultural!