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Professor Nery

Dois projetos de ponta em Paulo Afonso - Comprometimento e visão de futuro

Publicada em 11/06/22 às 12:19h - 221 visualizações

por Francisco Nery Júnior


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Dois projetos de ponta em Paulo Afonso - Comprometimento e visão de futuro
 (Foto: Arq. do jornal Folha Sertaneja)

O primeiro é o sistema de lagos artificiais implantado pelo doutor Amaury Menezes. Como projeção em menor escala dos reservatórios das Usinas I, II e III, da Usina de Moxotó e da Usina PA-IV, foi concebido como um oásis artificial no coração do Nordeste Brasileiro. Os doze lagos do sistema são uma benção para os pauloafonsinos e um encanto para os turistas - o do Capuxu excedendo em todos os aspectos. Presente inefável ofertado por homens pioneiros do bem ao povo de Paulo Afonso. 


O segundo é o trecho da BA 110 que corta o reservatório da Usina PA-IV, evitando o contorno do lago para quem sai da cidade na direção da capital do estado. Tivesse havido recursos no orçamento, um túnel poderia ter sido concebido por baixo das águas e nós teríamos continuado a descer pelo lado da Catedral de Nossa Senhora de Fátima na direção do Tancredo Neves. Ao invés do trem bala submarino do Canal da Mancha entre a França e a Inglaterra, cruzaríamos o túnel nos nossos carros. 


Sem chance o túnel referido na época, o jeitinho eminentemente brasileiro, gol de placa aliás dos nossos engenheiros, funcionou: falta de um local adequado para o descarte do material escavado da caverna da usina, foi possível o aterro do trecho citado no início do segundo parágrafo. Dois coelhos cevados de uma cajadada só. Este relato foi presenciado por este autor enquanto servia de intérprete entre um engenheiro americano e o engenheiro Evaristo, supervisor geral da construção da PA-IV. 


De volta ao sistema de lagos, o abandono lamentado por inúmeros pauloafonsinos. Sentimos algum esforça da Prefeitura Municipal para uma adequada manutenção. Desconfiamos, por outro lado, da impossibilidade de concepção de uma estrutura que se nos apresenta dispendiosa dentro do orçamento do município. 


Ou, talvez, quem sabe, falta de uma concepção estrutural outra que pudesse garantir a manutenção contínua dos nossos tão apreciados lagos. Como um imóvel desabitado se degrada rapidamente, assim o sistema. As baronesas de um lago são retiradas (com alto custo) e o lago volta à vida. Com a quebra da continuidade, surge a primeira muda que, não facilmente retirada, logo se reproduz e o lago, rico em nutrientes, volta a ser sufocado. 

Outrossim, a garantia que a água retirada do reservatório de Moxotó percorre o sistema e volta inexoravelmente para o canyon do rio pelo canal da Usina Piloto. 


Ousamos lançar a ideia de um Departamento Municipal específico para a manutenção e exploração compreensiva dos nossos lagos diretamente ligado ao senhor prefeito. Espelho d’água reluzente e pródigo em felicidade visual, barcos, lanchas e pedalinhos para o lazer, peixamento para pesca pelos mais carentes, encanto e programação para os turistas; tudo resultado da gestão ad hoc dos nossos lagos. Retorno que justificaria o custo. 


Francisco Nery Júnior 




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