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Professor Nery

A banda do Luís Eduardo em fim de pandemia

Publicada em 11/04/22 às 14:43h - 516 visualizações

por Francisco Nery Júnior


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A banda do Luís Eduardo em fim de pandemia
 (Foto: Fotos cedidas pelo Professor Odinaelton - Diretor do Col. Modelo Luiz Eduardo)

De dentro de casa, o rufar dos tambores. Era a banda do Colégio Luís Eduardo se aproximando como a decretar o fim da pandemia do Covid-19. Assim me pareceu. A volta da banda, se não a anunciar coisas de amor, pelo menos a nos despertar para uma nova vida sem pandemia.  


Cadência ensaiada, harmonia trabalhada, batidas precisas, descia a rua a banda. Batidas cada vez mais fortes, ela se aproximava. E no seu tocar de esperança, conseguiu me arrancar de dentro de casa. O dia tinha sido pesado e o corpo pedia descanso. Mas a banda, somente a banda, me fez sair para fora. O seu toque, agora em estilo marcial, me fez pensar estarmos todos no cortejo fúnebre do triste vírus que ceifou a vida de amigos, vizinhos e parentes.  


Peguei o celular e me preparei, na frente da casa, para registrar a sua passagem para os leitores. A gestação desta crônica tinha começado. Mas para meu desencanto, duas ou três casas faltando, o maestro resolveu dar o comando de meia-volta e tudo voltou a ser como era. O que era doce acabou.  


Foi quando me veio à mente A Banda de Chico Buarque de Holanda. À toa e desprezado da vida, apareceu um amor que o chamou, nada mais nada menos, que para ver a banda passar cantando coisas de amor. A banda passava despojada de vícios, hipocrisia e injustiças. Valia a pena ver.  


Na sua passagem, cheia de amor para dar, os milagres iam acontecendo: a dor dos sofredores desaparecia, o acúmulo de dinheiro deixava de fazer sentido, a hipocrisia do faroleiro acabava, a jovem que, perdida, contava estrelas parou e passou a ver sentido na vida.  


A transformação pelo amor continua num crescendo (o amor transforma): a banda arrancou um sorriso da moça triste e calada e a meninada se assanhou levando o velho fraco a dançar no terraço com todo o vigor da juventude distante.  


Até a moça feia tornou-se bonita no espelho mágico que era a banda do amor. A lua cheia surgiu do esconderijo como corolário de uma cidade toda engalanada para a passagem da banda.   


Mas a mudança mágica momentânea, que poderia, com a permanência do amor, ter acontecido para ficar, dissolveu-se em decepção após a passagem da banda e tudo tomou seu lugar com cada um no seu canto a curtir a sua dor.  


Francisco Nery Júnior 


P.S. Como a banda ensaiava descendo a rua atrás do colégio, a nossa inferência de pertencer ao Luís Eduardo cujos alunos devem se sentir privilegiados de ter um diretor da competência do professor Odinaelton. 



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