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Professor Nery

À procura de um vereador - O caminhão coletor de lixo e a resposta das crianças

Publicada em 21/02/22 às 23:26h - 377 visualizações

por Francisco Nery Júnior


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À procura de um vereador - O caminhão coletor de lixo e a resposta das crianças
 (Foto: da Net)

Delas é o Reino dos Céus. A garantia vem do Herdeiro. Se está garantido serem elas posseiras potenciais das glebas celestiais, por que não prestar a elas maior atenção? 


Prestamos. Casualmente prestamos. Foi na Rua “D”, não nos interessando para que nome mudaram a rua na eterna mania de mudar superficialmente para justificar o lamentável crime de prevaricação. Importa não ir ao cerne; pesquisar e ir ao mérito dos problemas nacionais. Melhor a rede ao sol banhada com água de coco preferencialmente em uma praia do Nordeste. O povo, a nação, a plebe e os miseráveis; “estes sempre os tendes convosco”. 


As crianças estão conosco. Elas se fazem manifestar fazendo-se crianças. Discordam entre si, irritam-se, às vezes se ofendem e se agridem. Mas se redimem, pensam o seu pensar de crianças e nos dão soberbas aulas de comprometimento. 


Foi assim na Rua “D”. Na frente, o caminhão da coleta de lixo e eu a me arrastar atrás. Aposentado, todo o tempo do mundo. Ademais, pra que se irritar, dar gosto aos malandros que vivem e se rebolam de prazer com a nossa irritação?  Arrastar-se atrás de quem está a prestar um serviço comunitário fundamental é mesmo um dever! Cívico dever. 


As crianças sabem disso. Reconhecem isso. E nos põem a pensar. O carro passava. E uma gritaria – doce gritaria – se fez. Era uma algazarra que a minha marcha lenta me obrigou a notar. De fato, era uma ovação. 


Prestei mais atenção. Me concentrei. Na marcha lenta, maior a concentração. E vi o gari alegre e saltitante, ágil como sempre, cumpridor fiel do seu dever, agente talvez divino da preservação da nossa saúde; eu vi o gari banhar-se na alegria das crianças, encher-se ainda mais do dever cívico e social e, sorridente e agradecido com a ovação inesperada, retribuir tudo aquilo do fundo da alma. Braços pra cima e dentes pra fora, retribuiu e agradeceu. 

As crianças me deram uma ideia. Há algum tempo perdi o meu vereador. Tentei na última eleição encontrar um substituto, mas, como soe acontecer, perdi o meu voto. 


Em 2024, o meu voto para vereador será dedicado ao gari ovacionado pelas crianças da Rua “D”, devidamente legitimado por elas, na hipótese de um partido político, talvez o “Partido das Crianças”, lançar o seu nome. 


Se das tais é o Reino dos Céus, estarei em boa companhia. 

 

Francisco Nery Júnior 

 




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