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Jornal Folha Sertaneja Online
Professor Nery

Minha quase morte, falta de ar e a oração de Luís

Publicada em 24/01/21 às 01:54h - 606 visualizações

por Francisco Nery Júnior


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Minha quase morte, falta de ar e a oração de Luís
 (Foto: Imagem ilustrativa - )


Foi há muito tempo. Acordei e faltava ar. Acordei por falta de ar. Pulei da cama em busca de ajuda. Apenas um fio conseguia passar pela minha garganta obstruída. Era chegada a hora da morte, pensei. Liguei-me em Deus – em quem me ligar? – e procurei ajuda. Não gritei. Não havia ar. Repetindo, quase nada, apenas um fio capaz de suprir uma insignificância de oxigênio para os meus pulmões. A minha agonia, a minha quase morte, deve ter durado alguns minutos. Meu pai e minha mãe quase perto – sempre os pais -, de repente aconteceu o desbloqueio. E assim a vida me voltou a pulsar o coração. Os médicos não souberam explicar. Anos depois, li na bula de outro remédio para desobstrução nasal que a oclusão das vias respiratórias poderia ocorrer. Dever ter sido o que aconteceu comigo. Assim, na minha casa, um decreto inviolável: “Terminantemente proibido colocar o que quer que seja nas narinas do meu filho”. Muito menos nas minhas. 

  .  .  . 

Era uma reunião de oração. Os pedidos se sucediam: emprego, vestibular do filho, negócios, até saúde. Chegou a vez de Luís. A mochila de andarilho ao lado, roupas suadas e não muito limpas, o seu pedido da vez. A vez era dele e carecia pedir. “Nada, apenas agradecer”, foi a resposta. Luís tinha tudo de que precisava para viver. Tinha o Deus onipotente com quem interagir e tinha bastante ar para respirar! 

Francisco Nery Júnior   




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4 comentários


Marcos Antônio Pereira de Lima

24/01/2021 - 13:16:03

Gratidão é a palavra.


Anttonio

24/01/2021 - 12:59:45

Fé antes de tudo! Gratidão sempre!🙏🙏🙏


F. Nery Jr.

24/01/2021 - 07:09:05

Muito oportuno o seu adendo, Galdino. Em tempo, Luís é um personagem real; o fato é real. Assim aconteceu.


Professor Galdino

24/01/2021 - 02:11:54

De fato, caro Professor Nery, temos mesmo muito que agradecer. A gratidão, para mim, é a maior das virtudes. A tua reflexão me fez lembrar um fato que esteve na mídia de todo o mundo. Logo no início da pandemia do Covid, faleceu em Lisboa, um banqueiro que tem agências em muitos continentes, inclusive uma delas em Paulo Afonso. Diante do caixão lacrado sua filha disse: "Nós somos uma família milionária e meu pai morreu por falta de ar, que é de graça. Esqueçam o dinheiro." Vivemos em um tempo em que muitos precisam parar para agradecer, apenas agradecer como fez o teu personagem Luis.


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