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Professor Nery

Um sonho na Paulo Afonso de um futuro próximo

Publicada em 02/12/20 às 11:20h - 1270 visualizações

por Francisco Nery Júnior


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Um sonho na Paulo Afonso de um futuro próximo
Início do cânion do rio São Francisco em Paulo Afonso. Ao fundo, o Grande Hotel de Paulo Afonso e, mais ao fundo a Usina Hidrelétrica Paulo Afonso 4  (Foto: Antônio Galdino)


Ninguém imaginou que Adolf Hitler teria a Alemanha a seus pés por cerca de oito anos. Na Inglaterra, na época, a volta de Winston Churchill, político desprezado, que ninguém quis ouvir, embora estivesse certo, não era verossímil. E bem mais, desta vez para o oriente, na década dos anos setenta, inimaginável a transformação de um dois mais próximos e dedicados camaradas de Mao Tse Tung, Deng Hsiao Ping, em um capitalista de convicção. A China capitalista de um estado forte se desenvolve aos saltos ano após ano por mais de trinta anos a fio. 


A imaginação pode se consubstanciar em sonhos. Pois tive um sonho na Paulo Afonso de um futuro próximo. A cidade se aproximava dos 200 mil habitantes.  Polo regional com uma agricultura nascente e promissora, regada pelas águas do bem-bolado Projeto Jusante, já tinha lá seus cinco ou seis arranha- céus. A fome de energia da economia crescente do país trouxe de volta a possibilidade e os estudos para o desvio de parte do rio Tocantins para a bacia do São Francisco. Também, com um desnível de bem mais de 200 (duzentos) metros numa extensão de apenas 80 quilômetros, seria traição à pátria não se levar em consideração aquele desvio. Uma provável usina PA-V e máquinas modernas elevariam exponencialmente a capacidade de produção elétrica da Chesf. 


E o turismo também bombava no cânion e no Raso da Catarina. Tínhamos avião, trem e estrada confiável. Parecia que a multidão de turistas que vemos ao redor do Coliseu de Roma e embaixo da Torre Eiffel de Paris tinha sido sugada para cá num passe de mágica. 

Não se esqueça o leitor que falamos de um futuro próximo, digamos daqui a seis anos. O prefeito, misto de apóstolo e propriedade divina, governava na onda favorável das circunstâncias. Tínhamos o deputado federal eleito mais velho da Bahia, quiçá do Brasil, e outro interlocutor diverso na Câmara Federal. Aleluia, tínhamos representantes. 


Como tudo na vida requer calma e prudência, ficamos na expectativa de Etelvina ao saber do acerto de Moreira da Silva no milhar. Acordado para o batente [por Etelvina], a constatação do infeliz sonhador: “Foi um sonho minha gente”! 

E muitos sonhos têm-se tornado realidade através da História. 

Francisco Nery Júnior 

 

P.S. Um ministro das Minas e Energia do Egito em visita à Usina de Moxotó, há alguns anos, me confidenciou a sua admiração pela verdadeira benção de termos, de Petrolândia até Xingó, um grande desnível do Rio São Francisco. Com exceção de Assuã, os desníveis no seu país, segundo ele, não passam de cinco metros, exigindo a colocação das máquinas abaixo da linha d’agua.




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