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Professor Galdino

28 de abril – Dia Nacional da Caatinga

Publicada em 28/04/24 às 15:40h - 127 visualizações

Antônio Galdino com informações www.gov.br


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28 de abril – Dia Nacional da Caatinga
 (Foto: Net e Arq. Jornal Folha Sertaneja)

Neste dia 28 de abril comemoramos o Dia Nacional da Caatinga, um domínio (frequentemente tratado como Bioma) que abrange a maior área de Florestas Tropicais Sazonalmente Secas da América do Sul. A Caatinga é exclusiva do Brasil, localiza-se inteiramente na região do Semiárido, e ocupa cerca de 11% do território nacional. Seu nome deriva da língua Tupi, significa “mata branca”, em referência ao aspecto claro da vegetação que frequentemente perde as folhas durante a estação seca do ano.


Com uma biodiversidade única, a Caatinga abriga diversas espécies de fauna e flora, somente de plantas, por exemplo, são 4.963 espécies registradas, muitas das quais são endêmicas, ou seja, ocorrem apenas nessa região.


Apesar de sua importância, a Caatinga segue ameaçada, cuja área corresponde a mais desmatada do país, principalmente por atividades de pecuária e agricultura, em grande parte, para subsistência de pequenas propriedades agrícolas localizadas no Semiárido. A degradação do solo e a diminuição da cobertura vegetacional também têm contribuído para o aumento da desertificação.


Desse modo, o Dia Nacional da Caatinga (28 de abril) se revela uma data importante de mobilização social sobre o alarmante estado de ameaça e a necessidade de preservar essa região. São urgentes ações de reflorestamento, incentivos à agricultura sustentável e educação ambiental, além de ampliação da cobertura de unidades de conservação e criação de novas. Essas medidas podem ser fomentadas pelo poder público e cobradas pela sociedade civil para proteger a Caatinga e garantir a sobrevivência das espécies que habitam essa região única no mundo. (texto de www.gov.br)


Serra do Umbuzeiro - Povoado Riacho-Paulo Afonso-BA


O Dia Nacional da Caatinga, um importante evento que visa chamar a atenção para a preservação e valorização deste bioma único e exclusivamente brasileiro. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do professor e ambientalista brasileiro Vasconcelos Sobrinho, um dos primeiros estudiosos a desenvolver pesquisas acerca da Caatinga.


A Caatinga ocupa cerca de 11% do território nacional, abrangendo parte de nove estados do Nordeste e do norte de Minas Gerais. Apresenta uma rica biodiversidade, com mais de 2.000 espécies de plantas e aproximadamente 1.000 espécies de animais, muitas delas endêmicas, ou seja, encontradas exclusivamente nesse bioma.


No entanto, a Caatinga enfrenta diversos desafios que ameaçam a sua conservação. O desmatamento, a expansão da agropecuária, a extração ilegal de madeira e o uso insustentável dos recursos hídricos são alguns dos problemas que têm levado à degradação desse bioma, comprometendo a sobrevivência da fauna e da flora locais e afetando a vida das comunidades que dependem dos recursos naturais para a sua subsistência.


O município de Paulo Afonso, no extremo Nordeste do Estado da Bahia está localizado na caatinga, de vegetação baixa e esbranquiçada que se reveste de intenso verde assim que chegam as primeiras chuvas.


Em um importante estudo feito pelo Professor Edson Mendes, da Academia de Letras de Paulo Afonso, ele mostra que a região do Povoado Juá, onde nasceu sua mãe, D. Eva Rita e todo o município de Paulo Afonso, além de estarem inseridos dentro desse Bioma Caatinga, esta região é, para o pesquisador, o coração do Brasil, o que não difícil de imaginar se considerarmos a localização deste município no mapa da Bahia...


A condição de caatinga intensa foi igualmente registrada pelo engenheiro pioneiro da Chesf, Bret Cerqueira Lima, falecido aos 94 anos, em Salvador há alguns anos atrás. Ele assegurou em depoimentos a este autor que quando chegou para trabalhar nas obras da Chesf, em 1949, “isso aqui era pura caatinga, para todo lugar que se olhasse. E havia apenas umas poucas, oito a dez casas espalhadas pelo mato. Essa região era chamada de Forquilha e nós, os primeiros engenheiros a chegar a esse lugar morávamos na localidade Pedra (hoje cidade de Delmiro Gouveia), em Alagoas e de lá viajávamos todos os dias para trabalhar na construção da 1ª Usina de Paulo Afonso. Depois, fomos murar na Casa de Hóspedes”.

A vegetação da caatinga está virando cinzas...


Hoje, a grande preocupação dos que defendem ações imediatas de apoio e proteção a este Bioma Caatinga é que muitas áreas desse território têm sido devastadas e destruídas sem um efetivo controle dos órgãos do governo federal e estadual que existem para proteger esse e outros biomas do Brasil.


A data é uma oportunidade para celebrar a riqueza cultural e as tradições das comunidades que vivem na Caatinga. A culinária, a música, a literatura, o artesanato e os saberes tradicionais são expressões da identidade e da relação dessas populações com o bioma, contribuindo para a valorização e a preservação desse importante patrimônio brasileiro.


O Dia Nacional da Caatinga é, portanto, um momento de reflexão e ação em defesa desse bioma único e fundamental para o equilíbrio ambiental, social e cultural do Brasil.


Cabe a todos nós reconhecer a importância da Caatinga e nos engajarmos na luta pela sua conservação e valorização




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