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Professor Galdino

Em março, de tantas homenagens, nasceu o GPA/COLEPA. Em 5 de março de 1951. Há 73 anos.

Publicada em 17/03/24 às 16:57h - 473 visualizações

Antônio Galdino


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Em março, de tantas homenagens, nasceu o GPA/COLEPA. Em 5 de março de 1951. Há 73 anos.
 (Foto: Acervo do autor)

O mês de março, de que já passamos da metade é pródigo em datas festivas e propostas de homenagens e de aplausos. Dentre muitas efemérides, comemora-se o Dia Internacional da Mulher (8), O Dia da Poesia para os baianos (14), o Dia da Escola (15) e muitos outros motivos são apresentados para serem comemorados.

Para os que moram em Paulo Afonso-BA, há algumas datas também neste mês dignas de lembranças, de recordações, de saudade...

No dia 15 de março de 1948 nasceu a Chesf que com o berço de suas usinas hidrelétricas em solo pauloafonsino, vem promovendo o desenvolvimento do Nordeste do Brasil há 69 anos (15/01/1955) quando foi inaugurada a Usina de Paulo Afonso, a primeira de uma série de mais de dez.

Nesse mesmo dia 15 de março, nasceu no Crato a Sra. Risalva Toledo, mulher importante no processo de emancipação política de Paulo Afonso, falecida em 2/9/2022, aos 95 anos de idade.

 

E, também em março do ano de 1951, há 73 anos, era inaugurado o Ginásio Paulo Afonso – GPA - que em 1979 passava ser o Colégio Paulo Afonso – COLEPA e fez uma longa história nesta região.

Dessa instituição de ensino, fui aluno das Escolas Murilo Braga, Alves de Souza e Adozindo Magalhães, do Ginásio Paulo Afonso e do Escola 15 de Março (Curso de Contabilidade), depois absorvida pelo COLEPA. E tive a alegria e felicidade de ser professor da Escola Rural Ministro Simões Lopes e do Colégio Paulo Afonso.

A literatura brasileira, vez por outra, apresenta, faz referência a Escolas no Brasil e pelo mundo a fora que acolheram estudantes que, depois, se tornaram nomes notáveis.

Vez por outra se fala no Colégio D. Pedro II, do Rio de Janeiro ou no Colégio 2 de Julho, em Salvador. Raul Pompéia escreveu um livro para falar do Colégio Ateneu. Ou seja, em cada lugar há uma ou mais escolas, ginásios, instituições de ensino, que deixaram marcas fortes em seus alunos que viveram entre suas paredes momentos inesquecíveis de sua vida, experiências marcantes na sua adolescência de tantas descobertas.

A primeira frase do livro O Ateneu, de Raul Pompeia, é a fala do pai do personagem narrador dessa história, o Sérgio, de 11 anos, ao deixa-lo neste colégio interno para o seu primeiro dia de aulas.

“Vais encontrar o mundo, disse meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta.”   

Mesmo sem ser um internato, o Ginásio Paulo Afonso, o GPA, que, quase 30 anos depois, para regularizar seus cursos de Ensino Médio, na época chamados de Segundo Grau, passou a se chamar Colégio Paulo Afonso, o COLEPA, certamente, como acredito também aconteceu com outros alunos em outros colégios, trouxe grande impacto para os seus estudantes.

E tanto marcou a caminhada destes estudantes dos anos de 1950 até o ano 2000 que, há anos eles passaram a se encontrar periodicamente, em datas festivas de Paulo Afonso como o aniversário do município em 28 de julho ou na Semana da Pátria, justamente datas em que o Ginásio/Colégio Paulo Afonso participava, garbosa e orgulhosamente dos grandes desfiles cívicos da cidade e criaram, naqueles distantes anos, a agradável oportunidade de, sempre depois desses desfiles, se reencontrarem nas inesquecíveis “Manhãs de Sol”, no Clube Operário de Paulo Afonso, uma festa dançante que entrava pelas tardes...

As marcas boas dos anos de vivência nas Escolas Reunidas da Chesf – Adozindo, Alves de Souza e Murilo Braga -, no Ginásio e Colégio Paulo Afonso e em suas muitas outras unidades de ensino – Escola Parque, Boa Ideia, Escola Rural, Moxotó Bahia, Moxotó Alagoas, todas ligadas ao COLEPA em Paulo Afonso, levaram esses que ali estudaram por um tempo a se reunirem e criarem a Associação dos Ex-alunos do COLEPA com o objetivo de resgatar a história e a memória dessa instituição, reunirem-se periodicamente e promoveram eventos que os remetam aos tempos do Ginásio e do Colégio Paulo Afonso e mais, organizaram atividades, palestras, cursos, ações sociais para a comunidade de Paulo Afonso e, desta forma, manter vivos o GPA/COLEPA e todas as suas unidades escolares a ele agregadas e como um gesto permanente de gratidão a Paulo Afonso que acolheu a seus pais e familiares...

 

E não se pode ficar lembrando dos bons tempos do Ginásio e do Colégio Paulo Afonso sem lembrar do papa-filas de que muitos ex-alunos têm muitas histórias...

Das salas de aula do GPA/COLEPA, quantas lembranças de professores amados e do que se aprontava por ali. Do empenho de todos nos Jogos Olímpicos que eram feitos entre as séries do curso ginasial – 1ª e 3ª séries contra a 2ª e 4ª séries. Bem depois é que vieram os Jogos Estudantis e as disputas acirradas do COLEPA com os adversários mais vigorosos, o CIEPA e o SETE (Colégio Sete de Setembro).

Voltando no tempo, toda essa longa história, da criação do Ginásio Paulo Afonso, o GPA, de mais de 70 anos, só aconteceu porque, quando ainda estavam sendo construídas as escolas primárias, por exigência da legislação brasileira - porque pela Constituição de 1946, todas as grandes empresas tinham que providenciar escolas para os filhos dos seus empregados – a sensibilidade e a visão de futuro de um chesfiano chamado Enoch Pimentel Tourinho, respeitado encarregado do Serviço de Transportes da Chesf, experimentado como marinheiro na Marinha do Brasil, alertou as autoridades da Chesf e até o Presidente do Brasil, General Eurico Gaspar Dutra em uma de suas visitas às obras da Chesf em Paulo Afonso, em outubro de 1949, para a necessidade de se construir um ginásio para absorver estes milhares de alunos das chamadas Escolas Reunidas da Chesf.

Como o governo brasileiro não deu o apoio que se esperava, vieram as campanhas internas, a doação de um dia de salário dos empregados e dos diretores da Chesf, a colaboração de fornecedores da Chesf com as telhas e todo o madeirame necessários e ainda a realização de shows e peças de teatro no CPA, organizados por Bret Cerqueira Lima e por Horácio Campelo.

Merece especial destaque, como citou o Sr. Enoch Pimentel, o apoio dos empresários Antônio Carlos de Menezes, que era o presidente da Cia Agro Fabril Mercantil, a Fábrica da Pedra, de Delmiro Gouveia e Ademar da Costa Carvalho que era fornecedor de madeira utilizada pela Chesf em suas grandes obras.

A partir da esquerda, os professores Pimentel e Olegário e alunos do Ginásio Paulo Afonso. O autor é o primeiro em pé, à direita da foto.

O Professor Enoch Pimentel Tourinho deixou anotado, de próprio punho, os principais passo da luta para construir o Ginásio Paulo Afonso, até a sua inauguração em 5 de março de 1951:

 

Com todo esse empenho as obras foram tocadas, com os apoios mostrados nesse documento e em 5 de março de 1951 era inaugurado o Ginásio Paulo Afonso. Eram, no começo, poucos alunos, 6 ou 7 e isso elevava os custos de manutenção do Ginásio às alturas.

Os primeiros alunos foram então levados a estudar em Salvador, no Ginásio Ipiranga, do renomado Professor Isaías Alves. Nos anos seguintes o Ginásio Paulo Afonso voltou a funcionar normalmente.

O Ginásio Paulo Afonso e o Colégio Paulo Afonso tiveram 14 diretores sendo 7 homens e 7 mulheres.

 

Nos seus primeiros dez anos, o GPA teve três diretoras: Antonieta Moraes de Freitas, nos anos de 1951 e 1952. Idalina Castro Wood, nos anos de 1952 a 1954 e Neyde Cerqueira Lima, de 1955 a 1961.

 

Nos últimos dez anos o Colégio Paulo Afonso – COLEPA - teve como diretoras:  Maria Inêz Brito, de 1991 a 1992; Vilma Bagdeve, de 1993 a 1994; Olga Damasceno, de 1995 a 1997 e Nancy Coelho, de 1998 ao ano 2000.

Foram também diretores do Ginásio e do Colégio Paulo Afonso: Enoch Pimentel Tourinho (1962/1965), Cap. Fausto Figueiredo Leal da Silveira (1966/1971), Antônio Rodrigues (1972), Carlos Formigli (1973 e de 1978 a 1991), Severino Alves Oliveira Lima (Vice-diretor/diretor - 1978/1984), Ivus Leal (1991).

Dentre as muitas efemérides do mês de março, muito bom lembrar do Ginásio Paulo Afonso, inaugurado em 5 de março de 1971. Há 73 anos.

Hoje, as suas salas de aulas e laboratórios modernos, recebem centenas de alunos, igualmente sonhadores com um novo amanhecer, estudantes que são dos cursos do Instituto Federal de Educação – IFBA – e também abre horizontes imensos para os estudantes do Curso de Engenharia Elétrica que ali é desenvolvido.

No IFBA, o GPA/COLEPA continua a sua missão – educar para o futuro. 

Mais informações sobre as Escolas da Chesf e de Paulo Afonso, no livro Os Caminhos da Educação - De Forquilha a Paulo Afonso, de Antônio Galdino da Silva, que essa matéria tomou por fonte principal. 




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2 comentários


Lindinalva Alves Pereira Damasceno

18/03/2024 - 09:21:24

Quantas recordações boas que tenho do colepa, os professores excelentes só nos restou saudades 🥰👏👏


Ana Creusa M Barreto

17/03/2024 - 18:19:29

Excelente comentário e síntese do que foi e representou o Colepa nas nossas vidas.Parabéns Galdino.


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