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Jornal Folha Sertaneja Online
Professor Galdino

A magia e os encantos da Cachoeira de Paulo Afonso

Publicada em 24/01/22 às 15:08h - 1562 visualizações

por Antônio Galdino - atualizada dia 25/01/2022 às 15:11h com o acréscimo de fotos.


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A magia e os encantos da Cachoeira de Paulo Afonso
 (Foto: Cachoeira iluminada (AndSchuler/Chesf) Outras fotos: Antonio Galdino, Lícia, Tarcísio, Arq jornal Folha Sertaneja)

As águas da Cachoeira de Paulo Afonso têm sido encanto, inspiração, motivo de embevecimento e contemplação de todas as gentes ao longo dos séculos.

Fui rever as cachoeiras em 22 de janeiro e vi que, embora ainda com menor volume de águas de outras vezes, como podemos ver nas fotos abaixo, do ano de 2007, e ainda assim, levava às pessoas à minha volta a expressões radiantes de euforia, entusiasmo e alegria imensa contemplando este espetáculo grandioso da natureza.

O autor em Angiquinho (2006)

Cachoeira de Paulo Afonso, vista do Mirante da Ilha do Urubu - 2007

Cachoeira de Paulo Afonso, vista aérea - 2007

Cachoeira de Paulo Afonso, vista do Mirante da margem alagoana (Limpo do Imperador) - 2007

Cachoeira Véu da Noiva (á esquerda), em frente à Cachoeira de Paulo Afonso - vista do Mirante da margem alagoana (Limpo do Imperador) (2007)

Enquanto contemplava mais uma vez as suas muitas águas descendo o paredão de granito e sumindo na curva da Ilha do Urubu, parecendo um rio de leite, como já a havia descrito Henrique Halfeld ao descrevê-la em seu relatório para o Imperador D. Pedro II, em 1854, passavam em minha cabeça os vários momentos em que a vi muitas outras vezes, até com muito mais águas, o que se disse sobre ela e a história que a envolvia pelos muitos séculos.

Numa viagem para o passado, lembro de suas últimas aparições, sempre radiante e bela, como há 12 anos, em 2010 quando se mostrou assim, encantando a todos. Também havia sido assim em anos anteriores como em 2007, 2006 e outros.

Tive a informação que a Cachoeira de Paulo Afonso é a única que é programável no mundo. Se o rio tem poucas águas ela míngua e seca. Desaparece por uns tempos. Mas, nas grandes cheias, ela ressurge, imponente e majestosa.

Lembro de José Carlos Feitosa, historiador, atuante na recepção aos visitantes convidados da Chesf, na Sala dos Visitantes e na Casa da Diretoria da Chesf.

Em 1980, num tempo em que as muitas águas da Cachoeira minguaram mostrando seu paredão de granito quase nu, Zé Carlos escreveu:

“Escuto teu grito perdendo forças...

Quem dera pudesse perpetuar o teu curso,

Perenizar o Véu de Noiva...

Choro contigo, meu Velho

Sei que a queda da cachoeira

Será, em breve, apenas um retrato na parede...”

Era assim que matutava o saudoso Carlinhos da Sala, um estudioso da região. Um retrato na parede ou um belo quadro, como o que fez Murilo Brito, outro admirador da sua beleza milenar...

 

Cachoeira de Paulo Afonso - óleo sobre tela - Murilo Brito

Mas depois, em vários períodos de tempo, espaçados, o Velho Chico botou águas, espalhou-se pelas planícies e esse aumento de suas muitas águas fizeram, de novo, brotar, majestosa a Cachoeira de Paulo Afonso e todas as quedas no seu entorno: Capuxu, Croatá, Véu da Noiva, que são as quedas da margem baiana e a Cachoeira de Paulo Afonso, na margem alagoana do rio São Francisco.

Em lugares onde as águas se fizeram tantas, o rio, que só queria passar, saiu levando com ele plantações, casas, construções e vidas de animais e de gente que, talvez pensando que as suas águas não tinham mais forças, se instalaram nos antigos caminhos das águas... 

Em outros lugares, como em Paulo Afonso/BA, a formação das quedas do Capuxu, dos vários Saltos do Croatá, do Véu da Noiva e da Cachoeira de Paulo Afonso trouxeram a alegria para milhares de pessoas e um aquecimento no turismo local.

A Chesf desenvolveu um planejamento de recepção e acompanhamento dos visitantes envolvendo dezenas de empregados e contanto com a colaboração de outras entidades como a ICMBIO, Polícia Militar, seu próprio serviço de vigilância e criando um cronograma especial de visitação para os seus próprios empregados e aposentados da Chesf que tem resultado em um excelente serviço à comunidade. 

Os que chegam à cidade ou os moradores sem vínculo com a Chesf, têm o Serviço de Atendimento ao Turista, onde atuam os Guias da Associação de Guias de Turismo de Paulo Afonso - AGTURB, criada ainda no ano de 1984, que acompanham os visitantes que pagam uma taxa. 

O contato do Serviço de Atendimento ao Turista é 75-3281-1634.

FOTOS: 1 - Águas saídas das comportas dos braços Principal, Quebra e Taquari para formar as quedas do Croatá, Véu de Noiva e Cachoeira de Paulo Afonso - 2 - Queda do Capuxu - 3 - Quedas do Croatá - 4  - Cachoeira de Paulo Afonso e Usina Angiquinho

Algumas pessoas, da Chesf e convidados, tiveram até o privilégio de ver a Cachoeira de Paulo Afonso à noite, iluminada, no dia 20 de janeiro de 2021, o que nos lembrou do grande espetáculo das águas promovido pela hidrelétrica quando a empresa completou 50 anos de vida, em 15 de março de 1998.

 

 Cachoeira de Paulo Afonso iluminada (20/01/2022) - 


O sábado (22/01) e o domingo (23/01) foram os dias do reencontro das famílias. Gente que reuniu várias gerações – bivô, avós, pais, filhos...que vieram de Brasília, de Salvador, de Aracaju para esse reencontro histórico, de encher os olhos e os corações de alegria...

Com as muitas chuvas em Minas Gerais e no Sul da Bahia, as muitas quedas d`água de Paulo Afonso, dentre elas a Cachoeira de Paulo Afonso, se apresentam imponentes, gigantescas, arrancando expressões de admiração e aplausos...

Cachoeira de Paulo Afonso ao longo dos séculos

Essa é a história conhecida, bem resumida, da Cachoeira de Paulo Afonso que sempre atraiu os mais diversos olhares...

Data de 1649, um dos primeiros registros conhecidos destas muitas águas. É uma pintura a óleo sobre madeira, feita pelo pintor de paisagens neerlandês Frans Post no ano de 1649. Esta pintura teria sido criada por Frans Post cinco anos depois do seu retorno à Holanda e teria sido baseada em desenhos feitos pelo autor no lugar. Esta obra foi adquirida pelo Museu de Arte de São Paulo, onde se encontra, como assegura a Wikipedia.

 

 Cachoeira de Paulo Afonso - Tela de Frans Post - 1649

Diz ainda a Wikipedia que “A beleza natural do local, já bastante conhecido ainda no período colonial, fez com que a cachoeira se tornasse um ponto de atração de diversos artistas, principalmente pintores e gravadores estrangeiros de passagem pelo Brasil. A ela, dedicaram obras, além de Post, E.F.Schute, Johann Moritz Rugendas e Jean Baptiste Debret."

Cachoeira de Paulo Afonso - Tela de E.F.Schute - 1850

E.F.Schute tem uma tela sua retratando a Cachoeira de Paulo Afonso, datada de 1.850, também no acerco do Museu de Arte de São Paulo.

E a Cachoeira de Paulo Afonso já teve muitos nomes

Porque as águas que formavam suas quedas vinham do braço principal do rio São Francisco e de outros braços menores chamados Quebra e Taquari e isso dava a essas quedas d`água o formato de uma forquilha, Forquilha, foi um dos seus nomes.

As muitas águas que desciam do paredão de granito sumiam na curva da Ilha do Urubu e, por isso, em outros tempos, a cachoeira era chamada de Sumidouro. Por fim, pela sua imensa grandeza, passaram a lhe chamar de Cachoeira Grande. Esses os primeiros nomes da Cachoeira de Paulo Afonso.

No ano de 1725, as terras onde estavam essas cachoeiras, que pertenciam à Capitania Hereditária de Pernambuco, foram doadas ao português Paulo Viveiros Afonso, que ficou conhecido no lugar como Paulo Afonso. E quando se ia para as terras onde estavam as cachoeiras, ia-se para as cachoeiras de Paulo Afonso.

A partir daí passou a ser conhecida como Cachoeira de Paulo Afonso. 

E Paulo Afonso passou a ser o nome de poemas, cidades, municípios e usinas hidrelétricas.

O hoje município de Mata Grande, no Estado de Alagoas, que tem suas origens em 1791, quando passou à condição de Vila, em 30 de abril de 1870, tomou o nome de Paulo Afonso pela Lei nº 516, de 30 de abril de 1870, sancionada pelo presidente José Bento da Cunha Figueiredo, quando território abrangia a famosa Cachoeira de Paulo Afonso.

Em 5 de junho de 1902, pela Lei nº 328, assinada por Euclides Vieira Malta, governador do Estado, foi elevada à categoria da cidade, conservando o nome de Paulo Afonso, nome que manteve até 25 de maio de 1929, quando voltou a denominação de Mata Grande.

Assim, por causa da Cachoeira de Paulo Afonso, Mata Grande/AL, teve o nome de Paulo Afonso por 59 anos, de 30/4/1870 a 25/05/1929.

 

Cidade de Mata Grande/AL, que se chamou Paulo Afonso de 1870 a 1929

A partir de 1948, com a instalação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF – no Povoado Forquilha, na margem direita do rio São Francisco, começaram a ser construídas as Usinas Hidrelétricas que se chamam Paulo Afonso. São quatro usinas com esse nome Paulo Afonso, 1, 2, 3 e 4.

 

Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso - Usinas PA-1,2 e 3

O crescimento da região, provocado pela construção dessas usinas hidrelétricas fez com que o inexpressivo povoado de Forquilha, que pertencia ao município de Glória, se transformasse na Vila Poty, no Distrito de Paulo Afonso e, dez anos depois da chegada da Chesf se emancipou se passou a ser cidade e município de Paulo Afonso.

O Engenheiro, o Imperador, o poeta e o empreendedor, na Cachoeira

As cachoeiras de Paulo Afonso mereceram importante estudo do engenheiro Henrique Halfeld que, a mando do Imperador D. Pedro II a visitou, com toda sua equipe de estudos, no ano de 1854.

“Transformadas por esta catadupa as águas em um Rio de leite, precipitão-se estas em grandes rolos e ondas e entre rochedos alcantilados de granito, batendo em ângulo recto contra a margem esquerda do Rio. Esta margem consiste em rocha nativa de granito, que tem 365 palmos de altura até a superfície da água, tendo esta ainda 120 palmos de profundidade...” (Attlas e Relatório do Rio São Francisco, 1860) (mantida a escrita original) 

O seu relato minucioso assustou o Imperador que, empolgado, decidiu visita-la, o que fez em 20 de outubro de 1859, depois de cansativa viagem desde a corte, no Rio de Janeiro em navios e outras embarcações menores e naturalmente menos confortáveis até Piranhas/AL e, de Piranhas à Cachoeira de Paulo Afonso, trecho de cerca de 80 quilômetros, a cavalo.

Também ele, com o olhar contemplativo, ficou embasbacado com o espetáculo das muitas águas.

É belíssimo o ponto de que se descobrem 7 cachoeiras que se reúnem na grande que não se pode descobrir daí, e algumas grandes fervendo a água em caixão de encontro à montanha que parece querer subir por ela acima,’ o arco-íris produzido pela poeira da água completava esta cena majestosa.(...) Tentar descrever a cachoeira em poucas páginas, e cabalmente, seria impossível, e sinto que o tempo só me permitisse tirar esboços muito imperfeitos.”      

(Diário da Viagem ao Norte do Brasil)

 

Marco da visita do Imperador D. Pedro II à Cachoeira de Paulo Afonso

Ainda no Século XVIII, em 1870, estas muitas águas serviram de cenário e inspiração para o poeta baiano Antônio de Castro Alves (14/3/1847 – 6/7/1871) que escreveu A Cachoeira de Paulo Afonso que só foi publicado seis anos após a morte do poeta, ainda muito jovem, com apenas 24 anos. O poema é parte do livro Os Escravos, só publicado em 1876.

Detalhe importante. Estudiosos da vida de Castro Alves dizem que ele nunca esteve na Cachoeira de Paulo Afonso e o que escreveu foi apoiado em informações que lhe chegaram.

Castro Alves - estátua e poema no Mirante da Cachoeira de Paulo Afonso

Um trecho deste poema apresentado pela Wikipedia descreve a sua grandeza:

“Parece arrebentar de debaixo dos pés, como a formosa cascata de Tivoli junto a Roma. Um mugir surdo e continuado, como os preparos para um terremoto, serve de acompanhamento à música estrondosa de variados e diversos sons, produzidos pelos choques das águas. Quer elas venham correndo velocíssimas ou saltando por cima das cristas de montanhas; quer indo em grandes massas de encontro a elas, e delas retrocedendo: caindo em borbotão nos abismos e deles se erguendo em úmida poeira, quer torcendo-se nas vascas do desespero, ou levantando-se em espumantes escarcéus; quer estourando como uma bomba; quer chegando-se aos vaivéns, e brandamente e com espandanas ou em flocos de escuma alvíssima como arminhos — é um espetáculo assombroso e admirável.”

E, no Mirante da Cachoeira de Paulo Afonso mandou instalar uma estátua de Castro Alves segurando uma lira, usada para quebrar as correntes da escravidão e fez uma parede de pedras e nela montou em letras de ferro, uma das estrofes mais conhecidas do poema A Cachoeira de Paulo Afonso.

A cachoeira! Paulo Afonso! O abismo!

A briga colossal dos elementos!

As garras do Centauro em paroxismo

Raspando os flancos dos parceis sangrentos.

Relutantes na dor do cataclismo

Os braços do gigante suarentos

Aguentando a ranger (espanto! assombro!)

O rio inteiro, que lhe cai no ombro!

Delmiro Gouveia na Cachoeira de Paulo Afonso

Delmiro Gouveia e Angiquinho - óleo sobre tela de Hilson Costa (no Memorial Chesf Paulo Afonso)

O grande visionário e empreendedor Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, pensava bem além do seu tempo. E vendo as forças das muitas águas da Cachoeira de Paulo Afonso viu ali uma grande oportunidade de negócios. E construiu a Usina Angiquinho em 1913 para gerar energia elétrica e iluminar o Nordeste. Não deixaram que ele fosse muito longe. 

A partir da ideia de Delmiro Gouveia, todo Nordeste, enfim, recebeu a energia elétrica de que precisava para o seu desenvolvimento mas somente 42 depois quando foi inaugurada a Usina Paulo Afonso I, pela Chesf e a "luz de Paulo Afonso" se espalhou pelo Nordeste. 

E o turismo nasceu nas quedas da Cachoeira de Paulo Afonso

O Turismo, bem recente no Brasil se comparado às suas origens que datam de milênios, tem em Paulo Afonso, desde quando a Chesf se instalou na região, em 1948 a Cachoeira de Paulo Afonso como grande atrativo.

Tanto que, logo que se instalou, a Chesf mandou construir ao lado de suas guaritas a Sala dos Visitantes e treinou funcionários para receberem bem todos os que chegavam à região – desde presidentes da República e outras grandes autoridades às pessoas mais simples que chegavam, de todos os lugares, enfrentando estradas em péssimas condições de tráfego para conhecer “as cachoeiras de Paulo Afonso e as obras da Chesf”. 

No governo do Prefeito Abel Barbosa e Silva, a Bahiatursa, órgão gestor do turismo no governo da Bahia mandou uma equipe de técnicos, fotógrafo, jornalista, arquiteto, para documentar o grande potencial turístico de Paulo Afonso, então um município com 25 anos de vida. Daí, nasceu uma revista bilíngue (português e inglês) e vídeos (slides) mostrando esse potencial para o mundo. Em destaque: a Cachoeira de Paulo Afonso. Paulo Afonso passou a fazer parte dos catálogos das maiores operadoras de turismo do Brasil e, todas as semanas, a cidade recebia cerca de 20 ônibus de turistas.

No final do século XX, o Sebrae de Pernambuco, a pedido da Chesf (Engenheiro João Paulo Maranhão Aguiar) fez um estudo intenso sobre a potencialidade do turismo em 28 municípios da região dos Lagos do rio São Francisco nos estados da Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Maior destaque: Paulo Afonso. Maior atrativo: Cachoeira de Paulo Afonso que, em todo tempo, todos querem ver e admirar a sua beleza.

Cachoeira de Paulo Afonso e visitantes (22/01/2022)

Também por esse tempo, um relatório feito pelo arquiteto, pesquisador Alejandro Luiz, a pedido da Chesf (Engenheiro João Paulo Maranhão Aguiar) levantando as potencialidades turísticas de Xingó a Paulo Afonso, destacou a Cachoeira de Paulo Afonso como TOP-10, o maior de todos os atrativos da região.

Os grandes estudiosos do turismo no Brasil Trigo, Luchiari, Ruschmann, Arlete, Margarita, Alejandro Luiz e muitos outros deixam, em seus livros e estudos ensinamentos muito oportunos como diz Alejandro:

A região apresenta um desses pontos exponenciais – a Cachoeira de Paulo Afonso – uma das cinco maiores do mundo em volume d`água associado à altura, e com certeza, a única situada em áreas semiáridas...

Com o ressurgimento da Cachoeira, mesmo com operações programadas, a sua atratividade e a integração com outros exponenciais se criariam destinos de desenvolvimento do turismo náutico no rio São Francisco e seus lagos...” (Alejandro Luiz, in Potencialidade Turística & Diretrizes Metodológicas para o Programa Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo na Região dos Lagos do São Francisco – 1998 – Págs. 49 e 51)

Assim, para quem chegou a esta região há 67 anos, o ressurgimento das muitas quedas das águas do rio São Francisco, fazendo ressurgir as Cachoeiras de Paulo Afonso, em janeiro de 2022, depois de 12 anos sem águas, não foi surpresa ver o maior reboliço na população local e dos turistas que começaram a chegar à cidade de Paulo Afonso para ver pela primeira vez ou rever e extasiar-se mais uma vez com tanta beleza, este renascer das muitas águas – que até já foram bem maiores – das quedas do Capuxu, do vários Saltos do Croatá, do Véu da Noiva, da Cachoeiras de Paulo Afonso de que, como uma pequena amostra, apresentamos um pequeno vídeo com imagens de Lícia e Tarcísio Almeida, produzido por Tarcísio Almeida e editado para o YouTube e site por Nilton Alcântara (Negrito). Também disponível no Canal Jornal Folha Sertaneja do YouTube.

Link: https://www.youtube.com/c/FolhaSertaneja




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8 comentários


Suely zinsly Lopes Faria

31/01/2022 - 10:36:26

Excelente texto,bela história!!Consegui através do texto e das imagens realizar um desejo antigo:conhecer,quase que pessoalmente,as maravilhosas Cachoeiras de Paulo Afonso!!Parabéns professor Galdino!!!


Professor Galdino

29/01/2022 - 22:26:51

Lembra Luciano Júnior que hoje, 29 de janeiro de 2022 completa 10 anos da morte de Diogo Andrade Brito e, como se fosse uma homenagem especial a ele "as águas da Cachoeira, rolam, rolam, sem parar". Foi um dos pioneiros de Paulo Afonso que nasceu em Paripiranga e chegou em Paulo Afonso no início das obras da Chesf para trabalhar na Hidrelétrica. Foi eleito vereador na primeira Legislatura da Câmara Municipal em outubro de 1958 e empossado, como os demais vereadores e o 1º Prefeito, Otaviano Leandro de Morais, em 7 de Abril de 1959 e ali foi 1o. Secretário por muitos anos. Músico, era Trombonista da Banda da Chesf, compôs esta canção exaltando a Cachoeira de Paulo Afonso que, depois, foi gravada por Deca do Acordeon, que lhe acrescentou alguns versos. Foi Secretário da Loja Maçônica União do São Francisco também por muitos anos e é homenageado por Antonio Bartolomeu no livro - União do São Francisco - 50 anos de História. Era também bum bom pé de valsa...


Laerte Brito

29/01/2022 - 20:29:13

Boa Noite, Prof. Galdino!Sempre emocionante ver "as águas da cachoeira rolando sem parar".Mais emocionante ainda, as águas estarem rolando quando hoje 29/01, faz 10 anos do falecimento do meu pai, Diogo Brito. Grande pioneiro, chesfiano, cidadão pauloafonsino, seu amigo e autor dessa belíssima canção que exalta a cachoeira de Paulo Afonso.Parabenizo pela matéria e nos sentimos honrados e agradecidos por sempre homenagear a memória do nosso pai.Laerte BritoBrasília/DF


João Cezar Lopes Mascarenhas

26/01/2022 - 16:41:00

Simplesmente emocionante! Visitar Paulo Afonso nesse momento é reviver todo esse espetáculo da natureza.dfnyt2


Maciel

25/01/2022 - 13:48:39

Excelente matéria sobre a imponente cachoeira de Paulo Afonso. Parabéns mestre Galdino.


Marcos Antônio Lima

24/01/2022 - 22:37:22

Como citou o nobre confrade da Academia de Letras de Paulo Afonso, Oscar Silva, no hino de Paulo Afonso: Paulo Afonso, Paulo Afonso cidade de infinita beleza. Paulo Afonso, Paulo Afonso, criada pela própria natureza.


Valdomiro Nascimento

24/01/2022 - 17:21:46

Um belo espetáculo! As belezas de Paulo Afonso estão de volta. Vale a pena visitar!


Guilherme Alves

24/01/2022 - 17:21:37

Lindo ver o Velho Chico renascer. Lindo rever essas paisagens que tanto vi no século passado e nos primeiros anos do século 21. As Cachoeiras de Paulo Afonso que nos mostra o renovar da vida. Lamento, não.poder presenciar em 2022, sabendo que vem ainda muita água que começa a ser liberada hoje,24.01.2022, por Sobradinhof


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