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Professor Galdino

Morre D. Maria Fernandes, de Canindé do São Francisco, com mais de 103 anos de sabedoria.

Mãe de Leônidas Marinho, da Fachesf

Publicada em 23/10/21 às 13:34h - 822 visualizações

por Antônio Galdino


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Morre D. Maria Fernandes, de Canindé do São Francisco, com mais de 103 anos de sabedoria.
 (Foto: Acervo da família)

Há pessoas que conseguem nos cativar e nem a conhecemos pessoalmente. Mas, pelas suas histórias de vida, pelas atitudes que tomou em certos momentos da caminhada, parece até que somos bem próximos, quase família.

É o que acontece em relação a D. Maria Fernandes, mãe de grande prole, dentre eles o filho Leônidas Marinho.

Tive a honra de fazer uma reportagem no jornal Folha Sertaneja quando D. Maria Fernandes, sergipana de Canindé do São Francisco, completou 100 anos e conseguiu reunir grande número de familiares em sua casa para agradecer a Deus por essa longa idade.

Me contou o filho Leônidas que, quando ela completou 99 anos e estava comemorando, rodeada de filhos, netos, bisnetos, ela, muito católica, disse aos familiares:

- Para o ano, completo 100 anos, pela graça de Deus. Se eu não chegar até lá, no dia do meu aniversário – 19 de janeiro – quero que mandem celebrar uma missa aqui na roça.

Em 19 de Janeiro de 2018, D. Maria Fernandes, a filha de D. Del­fina que foi coiteira de Lampião, vê o mundo passar à sua frente, em um século de caminhada.

E a família não só mandou rezar uma missa especial pelos cem anos da matriarca da família mas fez também realizar uma dança de São Gonçalo que era a sua paixão. Contam os familiares que ela, já limitada em seus movimentos, sentada numa cadeira, acompanhava a dança com o pé marcando o compasso e ainda cantando como sua voz já miudinha o refrão da música...

D. Maria Fernandes teve treze filhos, doze deles nasceram na Fa­zenda Brejo, no município de Canindé de São Francisco/SE, e os par­tos foram acompanhados pela mesma parteira. O filho caçula nasceu em Paulo Afonso. Chamava-se Marinho Fernandes dos Santos, trabalhava na Usina de Xingó e faleceu em Agosto de 2017, após um processo ci­rúrgico.

Nesses 100 anos de tanta vida, intensa e marcante, os 13 filhos que ela gerou, lhe deram netos, bisnetos, trinetos, muitas gerações de descen­dentes.

A mãe de D. Maria Fernandes, D. Delfina, como se disse, foi coiteira de Lampião e o Rei do Cangaço sempre tratou muito bem a todos da família.

Em meados deste ano de 2021, Leônidas Marinho decidiu relatar a história da vida de D. Maria Fernandes e a sua própria história em um livro que tive a honra de organizar e que se chamou Maria Fernandes e Leônidas – histórias de vidas sertanejas. Foi o registro histórico para a família guardar e os mais novos aprenderem muito sobre a vida com os ensinamentos dos seus antepassados.

Ontem, dia 22 de outubro, já no finalzinho da tarde, recebo de Leônidas Marinho esta triste nota pelo Whatsapp:
- É com muita tristeza que anuncio, neste momento, o falecimento de D. Maria Fernandes, minha mãe, no Hospital Primavera, em Aracaju. Ela nasceu dia 19/01/1918. Ia completar 104 anos. Descansou após alguns anos de sofrimento e Deus, em sua infinita sabedoria, a chamou para o Reino do Céu”.

D. Maria Fernandes foi chamada para morar no Lar Celestial. Era a hora do descanso dela que, pela graça de Deus, permaneceu entre nós, e foi amor intenso para sua grande e honrada família durante mais de 103 anos. Exatos 103 anos, 9 meses e 3 dias.

Viva ela estará sempre no seio de sua família e amigos, no sangue de numerosos descendentes de várias gerações como quis o Deus todo poderoso!

Todos sentirão a sua ausência física, mas o legado de sua vida será eterno!

Meus sentimentos a todos por tão grande perda.

Meu abraço fraterno pelo imenso tesouro que Deus lhes deu, com quem tiveram a oportunidade de aprender muito, até com o seu silêncio, durante mais de um século de convivência.




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1 comentário


Edvania Silva

24/10/2021 - 14:07:53

Linda mulher que descansa com Deus D. Maria Fernandes presença viva da história Segipana ,obrigada por me contar das hospedagem do cangacero Lampião na sua roça


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