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Professor Galdino

Transferência do Hospital da Chesf volta à discussão. Reveja matéria do jornal Folha Sertaneja de Fevereiro de 2010

Publicada em 19/08/21 às 15:03h - 616 visualizações

por Antônio Galdino - Atualizada em 19/08/2021 - 22h 40min. - com acréscimo de foto e planilha da Chesf


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Link da Notícia:

Transferência do Hospital da Chesf volta à discussão. Reveja matéria do jornal Folha Sertaneja de Fevereiro de 2010
 (Foto: Arq. do jornal Folha Sertaneja)

Da Redação do site www.folhasertaneja.com.br

No mês de Janeiro de 2010, o jornal Folha Sertaneja, em sua edição Nº 71, trouxe como matéria principal de capa o tema da transferência do Hospital Nair Alves de Souza da Chesf para o Governo do Estado da Bahia.

Na edição seguinte, de Nº 72, de Fevereiro de 2010, o jornal Folha Sertaneja esteve presente na reunião realizada no Memorial Chesf de Paulo Afonso no dia 4 de fevereiro e da qual participaram os Deputados Federais José Carlos Aleluia(DEM) e Mário Negromonte (PP), os Deputados Estaduais Luiz de Deus (DEM), Edson Pimenta (PCdoB) e Paulo Rangel (PT) e ainda o Prefeito Anilton Bastos, de Paulo Afonso, o Presidente da Câmara Municipal de Paulo Afonso, Vereador Antônio Alexandre, Ena Vilma Negromonte, Prefeita de Glória, o Secretário de Saúde do Estado da Bahia, Jorge Solla, o Diretor Administrativo da Chesf, Pedro Alcântara entre outros quando se discutiu a transferência do Hospital Nair Alves de Souza, da gestão da Chesf para a gestão do Governo do Estado da Bahia.

O Hospital, recentemente, acabou caindo no colo da Prefeitura Municipal de Paulo Afonso, embora, em várias reuniões anteriores de negociação entre a Chesf, a Univasf, a Prefeitura de Paulo Afonso, o Governo do Estado da Bahia e a EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - estatal ligada ao Ministério da Educação que gerencia os hospitais universitários e, nessas várias reuniões se tinha como certa a transformação do HNAS em Hospital Universitário ligado à Univasf e, como tal, gerenciado pela EBSERH. Esse foi um dos argumentos das discussões, talvez o principal deles, porque este Hospital, criado pela Chesf no início de suas obras, em 1948/1949, desde então atende a pacientes de um universo de cerca de 25 municípios dos Estados da Bahia, Alagoas, Pernambuco e Sergipe, com quem o município de Paulo Afonso faz fronteira.

Pelo que se tem acompanhado, não se conseguiu chegar a uma conclusão sobre esse problema. A Chesf depositou na justiça o valor de 45 milhões para a construção da UTI anunciada de 30 leitos no HNAS. O governo do Estado da Bahia chegou a dizer que esta história estava comprida demais “uma novela mexicana” e decidiu investir, com o apoio financeiro de emenda do deputado federal Mario Negromonte Júnior, na construção de uma UTI de 10 leitos junto ao Hospital Municipal Aroldo Ferreira, no BTN, UTI utilizada apenas para atendimento aos portadores da Covid-19 que dela precisem.

Hoje, o Hospital Nair Alves de Souza, o HNAS, da Chesf, vem sendo ser gerido pela Prefeitura de Paulo Afonso e o tema - a transferência do HNAS - voltou a ser assunto atual, com a participação de vereadores e deputados da atual legislatura e novamente o assunto voltou à mídia.

Como as matérias do jornal Folha Sertaneja do ano de 2010, especialmente a da sua edição de Fevereiro/2010, passaram a ser referenciadas em sites locais (epidauroamplona.com.br tribunamulungu.com.br e outros), a direção do jornal Folha Sertaneja decidiu reproduzir na íntegra a matéria publicada na sua edição Nº 72 que trata da reunião realizada no Memorial Chesf no dia 4 de fevereiro de 2010. (Antônio Galdino da Silva – diretor da Galcom Comunicações/ jornal Folha Sertaneja).


Transferência do HNAS: Um acordo Chesf e Estado da Bahia

"Pacientes nos corredores do Hospital Roberto Santos, em Salvador, têm tratamento de qualidade"(Jorge Solla, Sec. de Saúde da Bahia)

A transferência do Hospital Nair Alves de Souza da Chesf para o Governo do Estado da Bahia teve o seu primeiro momento realmente público na reunião realizada no Memorial Chesf no dia 4 de fevereiro (2010). E, mesmo atraindo políticos de vários partidos – os deputados federais José Carlos Aleluia (DEM), Mário Negromonte (PP) e estaduais Luiz de Deus (DEM), Edson Pimenta (PCdoB) e Paulo Rangel (PT) e o Secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla e também o Diretor Administrativo da Chesf, Pedro Alcântara, recém-eleito, o encontro foi visto por todos apenas como uma apresentação do que já estava decidido nos gabinetes.

O representante da Chesf, Roberto Pordeus, assessor da Diretoria Administrativa, apresentou as razões porque a Chesf estava transferindo o HNAS para o Estado da Bahia, “a mais forte delas o Decreto Nº 2527/98 que determina a alienação de bens móveis e imóveis não vinculadas às atividades operacionais da empresa”.


O governo da Bahia, através do Secretário Jorge Solla diz que “o governo vai investir 4,7 milhões de reais na compra de equipamentos para 30 UTIs, sendo 10 para adultos, 10 infantis e 10 neo-natais”, o que gerou o questionamento do Deputado Luiz de Deus, médico, ex-diretor do HNAS e vice-presidente da Comissão da Saúde da Assembléia Legislativa da Bahia que disse, em sua fala, “a construção de prédios bonitos e a compra de equipamentos é muito fácil. Difícil é a manutenção dos serviços, com médicos de várias especialidades e os exemplos que temos, no próprio governo do Estado não nos inspira nenhuma confiança no futuro”.


As instituições e a imprensa de Paulo Afonso foram convidados mas a coordenação do evento decidiu que apenas as duas partes interessadas – Chesf e Estado da Bahia e representantes das prefeituras e os deputados presentes teriam voz para se colocar sobre o assunto.


Essa decisão, comunicada pelo mediador Carlão, da Chesf, gerou um princípio de tumulto porque entidades como a OAB, Maçonaria, CDL que compõem a Liga das Entidades que também debate o assunto, reagiram ao se sentirem excluídas do processo e se retiraram do auditório.


A polêmica começou quando o radialista J. Matos, da RBN reivindicou o direito de participação da sociedade civil nesse debate, no que foi seguido pela presidenta da OAB, Dra. Isabel Cristina e outros presidentes de instituições do município.

Numa troca de gritos, Carlão declarou que “isso aqui não é uma audiência pública”.

Outro fato que chamou a atenção foi a distribuição do tempo pelo mediador do encontro: 5 minutos para os municípios da micro-região de Paulo Afonso e 10 minutos para a Prefeitura de Paulo Afonso.


O prefeito Anilton Bastos resolver ceder parte do seu tempo para o presidente da Câmara, Antônio Alexandre que questionou as informações trazidas pelo Secretário de Saúde da Bahia de que “a saúde na Bahia vai bem”, citando a atuação do Estado em Juazeiro e Santo Antônio de Jesus, como referência. Alexandre chamou a atenção para o Hospital de Ribeira do Pombal, segundo ele, “com a atuação da UTI reduzida à metade”.


Esse dado foi reforçado pelo Deputado Luiz de Deus que informou “ter levado uma paciente com problemas cardíacos que estava internada há oito dias naquele hospital sem ter sequer feito um eletrocardiograma porque o equipamento estava quebrado há meses. Em Salvador, a paciente foi direto para uma cirurgia onde teve que implantar uma safena”.


O prefeito Anilton Bastos, de Paulo Afonso, questionou o “interesse tão forte do governo do Estado em receber um hospital que tem prestado bons serviços à região e, estranhamente, tenho transferido, a pouco tempo, nesse mesmo governo, o Hospital do Estado, do BTN, para a Prefeitura. Estou entendendo que ao receber o HNAS o Estado também vai receber de volta o HMPA”.


A Prefeita de Glória, Ena Vilma Negromonte, foi calorosamente aplaudida, em vários momentos de seu discurso, ao defender “os interesses desta região. Apoio o governador Wagner mas não posso aceitar esta região pobre da Bahia seja tratada sem o respeito que merece. Fui funcionária do HNAS durante muitos anos e meus filhos nasceram todos neste hospital que tem prestado um inestimável serviço a toda a região.”


Mário Negromonte, seu esposo, Deputado Federal também foi enfático na necessidade de se encontrar uma solução “que não penalize ainda mais esta sofrida região” e citou o discurso do Deputado Federal José Carlos Aleluia que defendeu “a busca, com a união das forças políticas da região, de um modelo de gestão como a do Sarah Kubstscheck, por exemplo, e que estas ações de saúde sejam mantidas na esfera federal sem a Chesf sair do processo”.


A manutenção da Chesf no processo foi consenso entre todos os que falaram. Foi assim o discurso de Luiz de Deus, defendendo a federalização do HNAS e alertando os municípios dos Estados de Pernambuco, Alagoas e Sergipe: “É bom os senhores irem colocando as barbas de molho porque, quando a Chesf sair do processo, o Governo da Bahia não vai ter como investir além do seu território”.


Esse também foi o foco do vereador Celso Brito que se declarou apoiando o Governo na Bahia mas deixou a pergunta no ar: “Secretário Solla, depois de cinco anos, quando a Chesf já terá retirado 12,5 milhões do seu aporte financeiro, o Governo do Estado tem como continuar mantendo o HNAS?”


Esta, como outras perguntas, não foram respondidas pelo Secretário Jorge Solla, aliás sempre elogiado pelos que discursaram, como profissional respeitado na área de saúde. Na defesa da proposta do Governo do Estado, o Secretário começou a alencar uma séria de ações do governo, muitas delas, fora do foco que era a transferência do HNAS, tida como certa pelo Governo e pela Chesf que assinaram conjuntamente um folheto de informações sobre esse processo com o título “Hospital Nair Alves de Souza (HNAS) passará para a gestão do Estado”, confirmando a matéria do jornal Folha Sertaneja do mês de janeiro/2010.


Questionado pelo Deputado Aleluia sobre as respostas aos questionamentos feitos durante a reunião, respostas que não foram dadas, o Secretário Solla chegou a afirmar que “o atendimento que é feito nos corredores do Hospital Roberto Santos, em Salvador é um atendimento de qualidade” da saúde (do Estado da Bahia).

A reunião acabou, sem terminar... As muitas dúvidas levantadas não tiveram respostas. Afinal, como disse o mediador do evento, "isso não é uma audiência pública". De fato, pareceu mesmo apenas um comunicado público de uma transferência já decidida nos gabinetes.




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