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Professor Galdino

JUNTO ÀS ÁGUAS, ALIVIANDO A BAGAGEM...

Publicada em 26/09/20 às 00:25h - 798 visualizações

por Antônio Galdino


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JUNTO ÀS ÁGUAS, ALIVIANDO A BAGAGEM...
 (Foto: Jornal Folha Sertaneja Online)


O mundo vive as agruras da pandemia do coronavírus. O noticiário dos jornais, da televisão, até as informações das redes sociais, todos só falam em mortes pelo Covid-19. Até quando não foi esta a causa mortis...

A vida parece ter virado apenas um amontoado de números. Quantos morreram, quantos estão infectados, quantos empregados demitidos, quanto foi o prejuízo das empresas, quantas já fecharam suas portas...

A palavra de ordem, é quantos, número, quantidade... E sempre, ou quase, números negativos, que levam ao choro e ao desespero, à desesperança...

Nesse cenário apocalíptico, lembrei do belo soneto de Dedé Monteiro chamado


AS QUATRO VELAS


Quatro velas ardiam sobre a mesa,

E falavam da vida e tudo o mais.

A primeira, tristonha: “Eu sou a PAZ,

Mas o mundo não quer me ver acesa…”


A segunda, em soluços desiguais:

“Sou a ! Mas é triste a minha empresa:

Nem de Deus se respeita a Realeza…

Sou supérflua, meu fogo se desfaz…”


A terceira sussurra, já sem cor:

“Estou triste também, eu sou o AMOR

Mas perdi o fulgor como vocês…”


Foi a vez da ESPERANÇA – a quarta vela:

“Não desiste ninguém, que a vida é bela!

E acendeu novamente as outras três!

(Dedé Monteiro)

 

Assim, contrariando a tantos, de pensamentos tão negativos, decidi mexer no fundo do baú e ali encontrei um texto que publiquei no Facebook há quatro anos, quando a vida era só abraços e sorrisos. Publiquei-o novamente lá, com muitas fotos. Eu escrevi:

“Hoje, abri a janela e me encontrei com um lindo dia. E pensei nas correrias dos que querem se eleger nas próximas eleições e dos que correm tanto para juntar fortunas para deixar para os herdeiros brigarem por ela.

Decidi que devo continuar sendo grato a Deus por tudo que ele me tem dado, suprido às necessidades para a minha caminhada e da minha família.

E lembrei que o melhor é mesmo pensar nos ensinamentos bíblicos que dizem que “há um tempo para todo o propósito debaixo dos céus...” e também afirmam que “a cada dia bastam os seus cuidados...”.

Talvez tenham sido essas reflexões que inspiraram Almir Sater a escrever a canção Tocando em Frente, quando diz: “Ando devagar, porque já tive pressa, e levo esse sorriso...”

Ou estas reflexões tenham também inspirado Cora Coralina, a jovem poetisa do alto de sua sabedoria de mais de 70 anos, que escreveu:

"Pedi um favor ao vento:

Leve tudo que for desnecessário.

Ando cansada de bagagens pesadas...

Daqui para frente levo apenas o que couber no bolso e no coração"...

Ah! E sobre esse tema, Max Lucado escreveu todo um livro chamado Aliviando as Bagagens. Quem puder, leia...

Pensando nisso, nessa possibilidade de aliviar as bagagens destes tempos de notícias ruins, descobri-me junto ao lago do Capuxu, em Paulo Afonso, quando a natureza de veste de flores e de cores anunciando a chegada da primavera...

... Ou no amanhecer ou entardecer às margens do Lago da Usina PA-IV, do Lago Moxotó...

Eu, voltei nos pensamentos e trouxe à memória a beleza do Lago ou da Praia de Imena, na Base Aérea de Salvador, refúgio de descanso de presidentes do Brasil, onde estive com os formandos da Adesg/Paulo Afonso – Turma Pioneira nos idos de 2006...

Ou revejo as imagens das muitas águas do rio São Francisco, de anos atrás, como a Cachoeira bela e o lago do Touro e Sucuri de águas límpidas...

Também me redescobri passeando e observando as águas aprisionadas do São Francisco pelos paredões do cânion, em Paulo Afonso e olhando, emocionado, o abraço do rio com o Oceano Atlântico sob os olhares dos barquinhos de Piaçabuçu/AL...

... E me reencontrei, há muitos anos atrás, relaxando numa rede às margens desse rio tão maltratado e ainda tão importante para todos, numa das muitas curvas do Velho Chico, em terras delmirenses...

A mansidão das águas permite esses devaneios e poesia e um grande alívio das pesadas bagagens que são colocadas sobre nossos ombros todos os dias...

E, se olhar com atenção você vai ver que está cercado de belezas e de muitas águas, remansos do Velho Chico, como um convite ao relaxamento, à paz, à leitura de um bom livro...

Tenham todos uma boa semana... se possível, no aconchego do carinho dos mais amados, livre, solto na natureza, talvez admirando as águas calmas...

Fraternal abraço.

Professor Galdino.




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7 comentários


Elenilza

26/09/2020 - 13:43:21

Que maravilha! Em meio ao caos mundial, ter a certeza que Deus continua no controle. Ter a certeza da única esperança. E essa esperança é Cristo Jesus. E relembrar das Escrituras Sagradas onde lá no Salmo 46:10 diz: aquietái-vos e sabei que Eu Sou Deus....isso,acalma os nossos corações, em saber que Deus é Deus e nunca nos abandonará. Como diz um belo louvor:....pode cair mundo, estou em paz. Sim, porque com Jesus no controle das nossas vidas, estaremos sempre em paz. Gostei muito da retrospectiva! Parabéns tio Gal!!


FRANESIJO

26/09/2020 - 11:44:13

O texto nos convence que, estando em Paulo Afonso, a nossa bagagem desnecessária desce rio abaixo. Nossos lagos e belas praças, o acampamento, a cachoeira, mesmo sem água, nos elevam a Deus. É só contemplar o autor espreguiçado em uma rede, sábio recurso do sertanejo para dizer-se sábio.


Karinee Séfora

26/09/2020 - 07:53:03

Amei seu texto! Deu até para relaxar e relembrar das coisas que tornam a vida maravilhosa.Que a esperança sempre acenda as outras chamas que precisamos para nós mantermos vivos(as)! Bjs!


Bené Lins

26/09/2020 - 07:02:54

Parabéns pelo texto e pelas imagens, que nos inspiram a paz, o amor, a fé e a esperança! E o soneto citado fala exatamente sobre o que disse Paulo, em 1Coríntios 13:13: "Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o amor." Mantenhamos, pois, a chama do amor acesa em nossos corações e sigamos em paz, com fé e esperança nos dias melhores que certamente virão!


Gatão

26/09/2020 - 06:07:52

Parabéns, estamos passando por tempos difíceis mais a ESPERANÇA há de superar tudo


Socorro Araújo

26/09/2020 - 05:20:15

Excelente texto... As recordações trouxeram a tona o desejo de renovação e conexão com a natureza. A esperança restaurada faz do tocar em frente o combustível necessário para vencer a corrida e receber o troféu de campeão da persistência!


Leonidas

26/09/2020 - 04:58:34

Verdade. O homem destrói tudo e agora está recebendo o mal que plantou. Nada neste mundo é mais importante do que a vida. Os bens são supérfluos e jamais devíamos nos apegar a eles.


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