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Filadelfo, o Mestre Brito e outros personagens da Potilândia Ou, Assim falou Filadelfo!

Publicada em 13/07/25 às 14:37h - 386 visualizações

Antônio Galdino


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Filadelfo, o Mestre Brito e outros personagens da Potilândia Ou, Assim falou Filadelfo!
capa do livro  (Foto: Acervo Antônio Galdino)

Filadelfo, o Mestre Brito e outros personagens da Potilândia

Ou, Assim falou Filadelfo!

Antônio Galdino

Ao organizar uma retrospectiva sobre os escritores de Paulo Afonso no século passado, publicada no site www.folhasertaneja.com.br e que pode se vista no link a seguir, reencontrei na minha modesta biblioteca com o livro CUBANO VERMELHO de Filadelfo Pereira de Sousa, filho do Sr. Auto e D. Elvira Pereira de Souza, irmão de Felinto, um excelente desenhista e de Ninfra e Avany.

(Link da retrospectiva literária: https://www.folhasertaneja.com.br/noticias/estante-da-folha/864519/1)

Terminado o curso ginasial no Ginásio Paulo Afonso, o nosso inesquecível GPA, Filadelfo e muitos outros concluintes, precisavam ampliar os seus conhecimentos e voaram para outros destinos.

Filadelfo foi para São Paulo, capital e depois para a região do ABC. Ali, em Santo André, o sertanejo voou alto, concluiu seus estudos, formou-se em Letras Vernáculos, tornou-se Professor, criou projetos, casou com Fátima, também professora e a família Pereira de Souza cresceu com a chegada de Fúlvio e Fernando. E escreveu livros. (Não necessariamente nessa ordem) ...

Em 01/04/1987, há quase 40 anos, Filadelfo esteve visitando a terrinha amada e me presenteou com esse livro CUBANO VERMELHO, com esta dedicatória “Ao Galdino, caro amigo e colega, solidariedade presente, com meu abraço de irmão. Fraternalmente, Filadelfo P. de Souza – 01.04.87”

De fato, fomos colegas dos tempos do Ginásio Paulo Afonso, ele das turmas mais adiantadas e em comum, ambos fomos presidentes do Grêmio Literário Rui Barbosa, do Ginásio Paulo Afonso e também editores do jornal estudantil A Voz dos Estudantes. Outros alunos do Ginásio Paulo Afonso que também escreveram livros foram Nilson Brandão, do meu tempo e Manoel Barros de Freitas, dos tempos de Filadelfo.

Pois, como dizia, depois daquele encontro de abril de 1987, não lembro de ter reencontrado mais Filadelfo.

Dia destes, reencontrei o seu livro e já devorei, outra vez as suas 128 páginas com muitas ilustrações.

A edição que possuo é a segunda, de 1986 e, sua capa, pode levar a imaginar tratar-se de um livro daqueles fanáticos extremistas, mas é apenas um livro de contos com a maioria das narrativas tendo como cenário a nossa querida Paulo Afonso dos seus primeiros tempos, a Potilândia de Filadelfo.

A narrativa sobre Mestre Brito da Sorveteria e seu vizinho, o fotógrafo Teixeira, a história da “cabecinha enganosa” do vereador Zé de Euzébio, e de outros vereadores da época, as lembranças do Jornal O Eco da Poti e de Fedegoso, Penoso, Maria Doida e Manoel da Perna Quebrada e as conversas do Bar de Alicípio, trazem memórias e risos.

“O bar do Alicípio respira politicagem. O centro de informações eleiçoreiras é ali.” Afirma Filadelfo às páginas 66.

E sobre o vereador Zé de Euzébio, ele conta uma história...

“O Zé de Euzébio nunca segurou voto pela palavra. Orador de papel na mão, lendo gaguejado, tropicando nas sílabas, nunca agradou. Aconselhado, tentou o improviso. Levou uma semana inteira decorando um bonito discurso. Iniciou tímido, a voz arrastada, a praça tomada de gente. Foi vaiado do começo ao fim da alocução, o povo impaciente. Do meio para o fim, a palavra se envergonhou, emperrou na garganta, amuou-se lá dentro, e não quis mais se mostrar ao público, nem tocada a bico de ferrão. O homem não achou outro jeito, não enxergou outra saída. Bateu três vezes com a mão direita na testa e exclamou num desabafo: “Eita cabecinha enganosa!” Delírio na multidão. Por uma semana só se falou no “cabecinha enganosa”. Votou-se nela. Hoje, o homem preside a Câmara.”

Reler este livro, foi uma viagem no tempo, ao começo da Vila Poty ou como ele chama no livro, à Potilândia, que hoje, com ares de cidade grande e importante, prepara-se para festejar o seu aniversário de 67 anos de emancipação política. E a Potilândia antecedeu a emancipação pelo menos por 10 anos, desde os tempos da chegada da Chesf a esta região.

Não sei se há novas edições desse livro ou se existe algum exemplar nos sebos, por aí. Só sei, que ele é um importante registro literário de pessoas e de fatos dos primeiros tempos de vida desta comunidade hoje município de Paulo Afonso, no Estado da Bahia, com aproximados 120 mil habitantes.

É importante conhecer as raízes do lugar onde fomos acolhidos um dia, por nascimento, adoção pela Câmara, como é o meu caso e o de centenas de outras pessoas ou onde moramos e consolidamos nossa permanência por aqui, nem que apenas por um tempo.

Ah! Em outro momento falaremos do Mestre Brito e seu Teixeira, e dos vereadores Metódio, João de Brito e outros personagens bem conhecidos da Potilândia, tudo de acordo com a narrativa do Professor Filadelfo Pereira de Sousa, claro. 




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1 comentário


Edson de Siqueira Alves

14/07/2025 - 10:18:32

Excelente!Lembro dessas narrativas que nos levam a infância na terra das cachoeiras. Filadelfo bastante inspirado. Lembro desse livro. Gostaria de obtê-lo.


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