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“O QUE FALAR?”

Publicada em 15/09/25 às 14:02h - 344 visualizações

Nilton Alcântara (Negrito)


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“O QUE FALAR?”
 (Foto: Arquivo pessoal Antônio Galdino)
Acredito que já expressei tudo o que desejava compartilhar com você em um belo dia antes de sua partida. 

Você sempre mencionou, mesmo que de forma leve, que um dia partiria, enquanto eu insistia para que ficasse, pois precisava de sua presença ao meu lado. Precisei, preciso e sempre precisarei, assim levo comigo seus ensinamentos, que usarei a cada caminhar da vida.

Senti-me abençoado por Jeová Deus ao tê-lo em minha vida. 

Recordo-me de que o conheci em um momento em que muitos duvidavam de mim, por conta de uma aparência de um jovem rebelde, cabelos longos e skate no pé,  você nunca me olhou com desconfiança; pelo contrário, viu em mim um jovem capaz de se transformar. 
E eu mudei!

Quando me aproximei para solicitar uma parceria do meu projeto SELIGANAMUSICA, que com tempo se tornou empresa, você reconheceu nosso potencial e nos ofereceu a oportunidade de sermos a empresa do seu jornal online, onde preparamos com carinho seu site, que crescia sob sua orientação, pois sempre lhe chamava o Mestre das Letras.

Aprendi com você que, ao realizar qualquer tarefa, devemos fazê-la com corpo, alma e coração. 

Ao seu lado, testemunhei cada projeto, como a BIENAL DO LIVRO, ganhar vida, repleto de amor, carinho e dedicação. 

Com o tempo, nossa relação se aprofundou; você me tratou como um filho, acolhendo não somente a mim, mas também a minha família. 

Ao me tornar um jovem adulto, sua paternidade se estendeu ainda mais, e sou eternamente grato pelo amor que você demonstrou ao meu filho. Em suas mensagens, a primeira pergunta era sempre: “COMO VAI O NEGRITINHO?” 

Sou muito grato, mestre, sou imensamente grato, meu “PAICEIRO”, por me acolher como parte de sua família. O carinho de sua esposa e filhas é inestimável.

Existem aspectos que muitos desconhecem e continuarão sem saber. 
Sou grato por nossos momentos de conversa, quando desabafávamos um para o outro. Ali, sentia que era uma troca típica entre pai e filho, dado o nível de conexão que estabelecemos.

Não, não há como esquecer. A sua falta será um vazio imenso, como um buraco negro, sem fim. No entanto, levarei comigo seu legado, sua história, seu nome e tudo o que você me ensinou.





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2 comentários


Socorro Mendonça

15/09/2025 - 17:45:02

Negrito querido, você me levou às lágrimas. Conheço de perto esta relação de carinho e respeito mútuo, pai que te acolheu de coração. Uma parceria linda que te fez amadurecer como cidadão,profissional, esposo e pai. Eu ainda não acordei para esta realidade. Somos parceiros na gratidão à este amigo que hoje descansa deixando um vazio imensurável.


Marcos Antônio Lima

15/09/2025 - 16:29:27

Imensurável verdade, meu nobre confrade J. Negrito.


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