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Paulo Afonso - quarta-feira, 08 de setembro de 2010 | 07:13


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Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
31/05/2010 - 06:44

Estudo ajudará a prever resultados

A ideia é ver o que representa Camaçari para os baianos, a força econômica que trouxe do ponto de vista da arrecadação

Da Redação

Um estudo colherá os dados do Produto Interno Bruto (PIB) consolidado do Polo Industrial de Camaçari (Bahia) para compará-los com os dados do PIB estimado para o Complexo Industrial Portuário de Suape (Pernambuco). Quando se fala em PIB estimado, a referência é sobre os empreendimentos que estarão funcionando daqui a alguns anos, como a Refinaria Abreu e Lima e a PetroquímicaSuape. A iniciativa partiu do deputado federal Paulo Rubem Santiago, que está agregando as informações junto à consultoria técnica da Câmara dos Deputados, além do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem) e a própria Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

A ideia é ver o que representa Camaçari para os baianos, a força econômica que trouxe do ponto de vista da arrecadação, mas também o desgaste ambiental que causou a implantação de tantas indústrias na localidade. Através desses números e das constatações seria possível traçar um paralelo com Suape, vendo os prós e contras em relação ao complexo industrial portuário. Espera-se que os resultados sejam apresentados no próximo mês de julho. "Queremos alertar para os cuidados que devem ser tomados quanto ao desenvolvimento econômico de Suape", frisou Paulo Rubem Santiago.

Debate

Técnicos e ecologistas debaterão as possíveis formas de evitar a supressão vegetal de mangues e matas nativas no Porto de Suape. A reunião aconteceu na última semana, por coordenação do presidente estadual do Partido Verde (PV), Sérgio Xavier. A agremiação estuda alternativas de instalação de novas empresas no complexo portuário sem ter que para isso reduzir ainda mais as áreas de vegetação nativa.

A reclamação dos verdes diz respeito ao desmatamento de mais de 600 hectares de vegetação, sendo que mais de 500 correspondem a mangue. O projeto de lei que sugere a ação já foi aprovado na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Porém, entidades têm se mobilizado contra a matéria da maneira como foi concebida.

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