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Paulo Afonso - quarta-feira, 08 de setembro de 2010 | 07:06


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Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
28/07/2010 - 06:16

Marina defende rigor em gastos

Programa do PV prevê limitar despesas a crescimento do PIB

Sérgio Roxo

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, lançou ontem a segunda versão de suas diretrizes de governo, na qual se compromete a limitar o aumento dos gastos públicos à metade do crescimento do PIB. Entre as inovações, foram incorporados mais cinco itens sobre saúde, incluindo o empenho pela regulamentação da Emenda Constitucional 29, que garante uma fonte fixa de recursos ao setor.

Há poucas novidades em relação ao documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o pedido de registro de candidatura, no início deste mês. O texto ainda não é definitivo. No início de setembro, deverá ser divulgada a lista final de propostas.

O documento divulgado ontem tem 38 páginas. São relacionadas metas, mas poucos podem ser quantificadas e muitas são vagas. Um dos primeiros itens trata de promoção de “ampla, contínua e irrestrita ação de combate à corrupção”, e afirma que os“recursos públicos devem ser tratados como sagrados”.

— Não quisemos fazer a velha fórmula de que temos um programa já pronto e acabado. Não temos aqui um planejamento operacional.

Não é possível fazer isso sem olhar para o Orçamento, sem avaliar os programas existentes — disse Marina, em seu discurso.

O coordenador-executivo da campanha do PV, João Paulo Capobianco, argumentou que as diretrizes apresentadas ontem já trazem “grande detalhamento de metas”. O professor do Departamento de Economia da USP José Eli da Veiga, que integra a equipe responsável pela elaboração do programa de governo, comparou o texto do PV com as diretrizes apresentadas até agora por José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

— Pelo lado da candidatura da oposição, surgiram alguns discursos que foram apresentados. Na outra, teve até uma troca de programas. Isso aqui, embora tenha a palavra diretriz, avança muito.

Veiga citou o compromisso de limitar o aumento do gasto público à metade do crescimento do

PIB como uma meta detalhada, sobre a qual os adversários não se manifestaram. A meta já estava prevista na primeira diretriz de programa da candidata do PV.

O assunto serviu de gancho para que Marina e o seu vice, Guilherme Leal, criticassem o fisiologismo na política: — Não podemos ter uma base que seja constituída a partir do fisiologismo, e não ter cada vez mais cargos de livre provimento. Que o Estado seja cada vez mais profissionalizado — afirmou Marina.

As diretrizes do programa de governo divulgadas falam em “redução drástica dos cargos comissionados ocupados por quem não é servidor público”. A meta já constatava na versão anterior.

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