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Paulo Afonso - domingo, 05 de setembro de 2010 | 12:46


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Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
23/07/2010 - 10:49

Marina defende autonomia do Banco Central

Segundo a senadora, a política econômica brasileira está no caminho certo, mas isso não significa que possa haver acomodação

Da Redação

Marina Silva, candidata do PV à Presidência da República, defendeu a autonomia operacional do Banco Central em palestra para investidores e empresários dos Estados Unidos hoje em Nova York. Segundo a senadora, a política econômica brasileira está no caminho certo, mas isso não significa que possa haver acomodação. “Sou favorável à autonomia operacional do Banco Central”, disse, ressaltando que, mesmo sem ser institucionalizada, a independência do BC tem dado certo no Brasil. No encontro com os investidores, Marina também defendeu “princípios que deram certo, como a busca de metas de inflação, câmbio flutuante e acumulação de reservas cambiais”.

Marina afirmou ainda que o controle da inflação não deve ser feito somente por meio de aperto monetário, mas também através de política fiscal. “Temos um processo de controle de inflação pela elevação dos juros. Nós queremos controlar também a inflação pela redução do gasto público”, afirmou a candidata, que participou de encontro com a comunidade financeira norte-americana, com cerca de 200 pessoas, em evento organizado pela BM&F Bovespa, em Nova York. Dilma Rousseff, do PT, já participou de evento similar e José Serra (PSDB) ainda não confirmou quando virá a Nova York.

Perguntada se pode haver um crescimento de sua candidatura nas pesquisas como o observado por Antanas Mockus, do Partido Verde da Colômbia, que saiu do quinto lugar para a disputa do segundo turno na campanha presidencial, Marina respondeu que sim. “Se compararmos com José Serra que está aí há muito tempo, Dilma, que faz quase três anos que vem colocando seu nome como candidata, nós diríamos que estamos num patamar muito promissor”, afirmou Marina, ao lado de seu vice, Guilherme Leal, que é controlador da Natura, e do economista Eduardo Giannetti da Fonseca.

A candidata do PV criticou alguns pontos da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na entrevista coletiva. Segundo Marina, o Brasil não seguiu seus princípios em alguns episódios. “Causou estranhamento a audiência dada ao governo do Irã. O mesmo vale a presos políticos cubanos.”

Questionada se tem alguma preocupação em fazer mudanças de ordem estética, como cirurgia plástica ou alteração de guarda-roupa, como fez a candidata petista Dilma Rousseff, ou ainda buscar passar uma imagem mais simpática diante dos eleitores, respondeu: “Não tenho nada contra quem faça para se sentir melhor”.

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