10.07.2012 | 00:25
O Brasil de hoje assusta o de amanhã
Antônio Galdino
Nos anos 80 um jovem compositor evangélico chamado João Alexandre criou uma música que ainda hoje é cantada em igrejas e até fora delas. Já naquele tempo era um questionamento sobre os (des)caminhos do Brasil rumo ao futuro incerto... “Como será o futuro do nosso país?”
A letra desta canção soa hoje como escrita agora.
Vivemos dias de intranquilidade social. A vida perdeu o valor, assim como a morte ficou banalizada. As cadeias, construídas para alguns encarceram centenas. Os presídios são barris de pólvora. O crack desmorona as famílias. Juízes e policias do mais altos escalões, em que se depositava a confiança de segurança e justiça sucumbem, se vendem ou fogem do país amedrontados pelo poder da marginalidade.
A impunidade e a corrupção alimentam estas forças do mal e assustam os homens de bem.
É assustador e altamente desestimulante hoje exercer o magistério. Professores acuados, assustados, atacados, mortos. E os menores, acobertados e utilizados por adultos para assaltar e matar, são acobertados por uma Lei criadas para protegê-los do mal. Há uma inversão dos valores e uma hipocrisia que dói. Os menores são intocáveis e roubam, estupram, matam, são chefes de perigosas quadrilhas, zombam das autoridades que nada podem fazer para detê-los. Não podem ser punidos (porque Febem, Casa ou coisa semelhante não melhora ninguém) mas podem votar para escolher o presidente da República, senadores, deputados, governadores, prefeitos, vereadores.
Corruptos e corruptores, todos anjos, inocentados. Fichas sujas, rapidamente limpas. Políticos submersos até o nariz nas águas do Cachoeira...
Nos anos de 1980 um jovem perguntava: “Como será o futuro do nosso país? / Surge a pergunta no olhar e na alma do povo./ Onde andará a Justiça, outrora perdida? / Some a resposta na voz e na vez de quem manda. /... Gente que compra e que vende a mora da nação.../ Brasil, olha pra cima / existe uma chance de ser novamente feliz. / Brasil, há uma esperança! Volta teus olhos pra Deus, justo juiz”
O Brasil de hoje, assusta e preocupa o Brasil de amanhã.
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