Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020
Opinião

O engodo do Natal e o roubo do Papai Noel

Publicada em 21/12/19 às 14:29h - 211 visualizações

por Francisco Nery Júnior


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 (Foto: imagem ilustrativa)

O imortal Alcivandes publicou, na Folha Sertaneja, artigo em que entendemos versar sobre o desvirtuamento do Natal, as boas novas do nascimento do Messias que haveria de vir ao mundo. O leitor pode visitar. Ainda está lá.


Sem dúvida nenhuma, a distorção é flagrante. A substituição subliminar do menino da manjedoura pelo Papai Noel do trenó é inegável.

A ocidentalização do nascimento de Jesus trouxe consigo as renas, a neve e o pinheiro do Natal. Aliás, a tradição portuguesa do Natal é o presépio. Eu e meus irmãos, meninos, sempre passávamos na casa de dois velhinhos, no início da nossa rua, na época do Natal. Nos deliciávamos com o velhinho a rodar a manivela do presépio e com o sorriso de salvação da velhinha, sua companheira. O menino Jesus na manjedoura e o jumentinho a comer o feno. Era a representação da estribaria em que Jesus nasceu.


Mas seria a nossa maneira de representar o Natal totalmente nociva para a educação religiosa, pra não dizer espiritual, ou mesmo psicológica, das nossas crianças?

O Le Figaro de Paris de hoje, 21 de dezembro, tenta nos induzir à essa consideração. Vá lendo o leitor e, ouso sugerir, me ajude a resolver um dilema: o indivíduo que furtou – arrancou se o leitor preferir – o Papai Noel gigante da Praça das Mangueiras teria lido tudo isso que andamos escrevendo?


Tradução da matéria do Le Figaro:

 Psicologia: deixar as crianças acreditarem em Papai Noel é um presente envenenado?

Sobre a ciência sob o pinheiro – Exercício moralmente ambíguo ou lindo conto infantil que ajuda a desenvolver? Além do aspecto mercantilista, o equilíbrio benefícios/riscos do velhinho bonachão de barba branca sobre a psicologia das crianças não está claramente estabelecido. A questão suscita o debate.


Escreve Soline Roy: vale a pena deixar os meninos crerem nesse gordinho bonachão voando de chaminé a chaminé para oferecer às crianças do mundo presentes embalados em fitas vermelhas?

“A mentira é um exercício moralmente ambíguo”, afirmaram dois psicólogos da Universidade d’Exeter (Grâ-Bretanha) e da Universidade de Nova Inglaterra na Austrália em um ensaio publicado pelo Lancet Psychiatry em dezembro de 2016. “O adulto confortando uma criança ao lhe dizer que o seu animal de estimação que morreu partiu para um lugar especial (um paraíso para os animais), é sem dúvida melhor que aquele que lhe diz a verdade.”


Francisco Nery Júnior

Imortal da ALPA - Cadeira Nº18

 

NR

Para ver o artigo de Alcivandes, sugerido pelo Professor Francisco Nery, clique no link:

http://www.folhasertaneja.com.br/noticias/opiniao/416311/1

 

 




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