Terça-feira, 13 de Novembro de 2019
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Índios, estudantes da UNEB, ocupam as instalações do Campus 8 em Paulo Afonso

No manifesto os índios informam que representam as seguintes etnias: Kiriri, Kaimbé, Kantaruré, Pankararé, Tuxá, Tumbalalá.

Publicada em 06/11/19 às 19:14h - 304 visualizações

por Antônio Galdino com informações dos sites tribunamulungu.com.br e dimasroque.com.br


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 (Foto: Dimas Roque FOTO DA CAPA e Negritto Alcântara FOTOS DA RUA.)

Após realizarem manifestação pelas ruas da cidade um grupo de índios, estudantes do curso de Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena – LICEEI na Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus VIII na Cidade de Paulo Afonso-BA,  se dirigiu a esta unidade da UNEB Campus 8, no prédio da antiga Escola Adozindo na CHESF onde estão a sala da diretora, área administrativa e as salas de aulas. Em vídeo divulgado pela liderança da ANAÍ, é informado que eles só deixarão esta unidade de ensino quando tiverem suas reivindicações aprovadas pela reitoria da UNEB.


Os índios são representados pela ANAÍ – Associação Nacional de Ação Indigenista, que emitiu um manifesto disponível a seguir:

Manifesto de Repúdio

Nós Professores e Professoras indígenas das regiões Norte e Oeste da Bahia, estudantes no curso de Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena – LICEEI na Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus VIII na Cidade de Paulo Afonso-BA, viemos a público Manifestar Repúdio a conduta racista, discriminadora com que o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Educação do Estado (Secretário Jerônimo Rodrigues) e UNEB na pessoa do Reitor (José Bites de Carvalho) têm nos tratado enquanto profissionais da educação escolar indígena que representamos os interesses educacionais das seguintes etnias: Kiriri, Kaimbé, Kantaruré, Pankararé, Tuxá, Tumbalalá.


​O governo da Bahia criou a carreira de Professor Indígena, através da Lei 12.046/11 de 04 de janeiro de 2011, porém, resiste ao dialogar com a categoria que visa discutir com o Estado uma estratégia para assegurar a permanência destes profissionais nos cursos de licenciaturas intercultural indígena, promovidos pela Universidade do Estado na Bahia – UNEB. Na ausência de uma política estadual de formação superior para os profissionais da educação escolar indígena, as licenciaturas são consideradas por nós professores e professoras indígenas uma excelente oportunidade para a melhoria da qualidade da educação ofertada pelo Estado em nossas escolas indígenas, mas para que esse sonho venha a tornar-se realidade é preciso haver compromisso e investimento do Estado para garantir que os estudantes das licenciaturas consigam concluir seus cursos, para que finalmente possamos adquirir uma formação superior que melhore a nossa qualificação profissional e nos torne aptos a receber uma remuneração justa de acordo com a carga de trabalho desempenhamos conforme regulamenta a Lei 12.046/11.


Com indignação manifestamos o nosso Repúdio e dizemos ao Secretário de Educação do Estado e ao Reitor da UNEB, Jerônimo e Bites que não iremos tolerar racismo institucional, que respeitem os povos originários, respeitem os povos indígenas do Norte e Oeste da Bahia. Exigimos em caráter de urgência uma agenda para tratar da pauta apresentada relacionada Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena.


Por conta dessa invasão, a diretora da UNEB, Professora Suzana Menezes Luz de Souza, expediu um comunicado informando da suspensão das atividades daquela universidade no dia de hoje, 6/11, dia da invasão e informando que aguarda os encaminhamentos para decidir sobre o dia de amanhã, 7/11.




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1 comentários


Cristiano

07/11/2019 - 08:55:49

Todos somos estrangeiros no Brasil. A terra é de todos, com todo respeito. Figuras chamadas de esquerda ficam atiçando os índios, depois quem leva bala dos ladrões são os coitados. Há que haver proteção para os indígenas.


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