Sexta-feira, 05 de Junho de 2020
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Insegurança para pedestres e ciclistas na Ponte da Ilha de Paulo Afonso preocupa especialistas em Segurança do Trabalho.

E as promessas para a segunda ponte de Paulo Afonso nunca se realizam

Publicada em 21/05/19 às 01:17h - 612 visualizações

por Antônio Galdino - Atualizada em 21/05/2019, às 11:50h.


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 (Foto: Antônio Galdino)

Circulam nas redes sociais as preocupações de especialistas em Segurança do Trabalho sobre os riscos sérios que correm os pedestres e os ciclistas que transitam diariamente pela ponte da entrada da Ilha de Paulo Afonso.

Um dos alertas mais fortes partiu do experiente Técnico em Segurança do Trabalho, Manoel Reis, ex-aluno do Colepa, em postagens nos grupos de WhatsApp Amigos do Colepa e Colepanos Desfile.

Asseguram esses estudiosos da segurança das pessoas que “a ponte ao ser construída, pelo que se se observa hoje, destinava-se apenas ao trânsito de veículos que, naquele tempo, ainda nos anos de 1970 era bem pouco em Paulo Afonso. Ocorre que, com o passar dos anos e o surgimento de muitos bairros e até a construção do aeroporto de Paulo Afonso fora da área onde está a ilha, aumentou muitas vezes o fluxo de veículos e como a ponte é o único caminho livre de saída da Ilha, é muito grande o número de pedestres, ciclistas, carroças de tração animal que também trafegam por ela em condição de muita insegurança”.

De fato, quanto a ponte foi construída pela Chesf para construção do Canal da Usina Paulo Afonso 4, praticamente a cidade se resumia à área que hoje está na Ilha de Paulo Afonso.

O hoje gigantesco Bairro Tancredo Neves foi iniciado quando a Chesf ali fez um loteamento para abrigar 5 ou 6 famílias que moravam no local onde hoje passa o Canal de PA4 e, na época houve inclusive a intervenção dos padres Alcides, Lourenço e o ainda Padre Mário Zanetta para que o então loteamento Mulungu não fosse apenas uma favela esquecida. Hoje o Mulungu, que passou a se chamar Bairro Tancredo Neves por uma decisão do Prefeito José Ivaldo, tem uma população estimada em mais de 45 mil habitantes. E novos bairros surgiram depois da Ilha de Paulo Afonso.

A localização da nova cidade de Glória, bem próxima de Paulo Afonso e também a existência do aeroporto fizeram com que houve um aumento muito grande do fluxo de veículos, pedestres, ciclistas e carroças de tração animal pela única ponte de acesso à Ilha de Paulo Afonso.

Considere-se também que é na Ilha que se concentram as universidades, grande número de colégios, a sede da Chesf com seus muitos escritórios, o Hospital da Chesf, grande comércio, muitos postos de gasolina, a feira livre, a 1ª Cia de Infantaria, grande número de igrejas católicas, inclusive a catedral da Diocese e evangélicas, dezenas de clínicas médicas, clubes sociais e todos os órgãos de atendimento ao público com Prefeitura e suas várias secretarias, Câmara de Vereadores, Forum, DEAM, OAB e muitos outros.

Bem próximo à ponte, na Ilha de Paulo Afonso estão vários colégios públicos como o Polivalente, o Colégio Luiz Educado, o Cetepi-I além de outros grandes colégios particulares.

O trânsito é mesmo muito intenso, de carros e de motos, muitas motos, e observa-se que muitos ciclistas preferem ir empurrando suas bicicletas enquanto passam pela ponte, o que já revela insegurança. Observem a altura do muro de proteção em relação ao corpo da pessoa.

O que tem surpreendido a todos, de forma negativa, claro, é como tem havido promessas de melhoria da ponte, de construção de uma segunda ponte.

Ainda na gestão do prefeito Raimundo Caires esse problema foi detectado e houve a opção de se construir uma espécie de passarela nos lados da ponte. Mas o projeto foi condenado por especialistas porque, segundo eles, poderia trazer danos maiores à estrutura da ponte e as ferragens que chegaram a ser colocadas ainda estão ali, enferrujando com a ação do tempo.

Em dezembro de 2009, o Prefeito Anilton Bastos, acompanhado com o Deputado Federal José Carlos Aleluia, o Deputado Estadual Luiz de Deus estiveram, também acompanhados da Secretária de Planejamento Patrícia Alcântara e do Assessor de Comunicação e Diretor de Turismo Antônio Galdino, em audiência com o então presidente da Chesf, Dilton da Conti, no Recife e levaram para pedir apoio à Chesf projetos de revitalização dos lagos da Chesf, de interesse para o turismo e melhorias na ponte da Ilha de Paulo Afonso, construída pela Chesf na década de 1970.

O presidente da Chesf recebeu a todos friamente e prometeu analisar os pedidos. Até hoje, nada.

Anilton também esteve com o mesmo propósito pedindo o apoio do então Ministro das Cidades, Mário Negromonte, em seu gabinete em Brasília.

Há alguns anos, o Governador Rui Costa, da Bahia, chegou a anunciar que teria sido aberta uma licitação para a criação do projeto de uma segunda ponte em Paulo Afonso e que ela logo seria construída.

Paulo Afonso está à beira do caos nessa área. Tem-se conhecimento que a capacidade de trânsito na ponte do Canal de PA4 é mais que o dobro do considerado normal e nada se vai fazer?

Segundo os especialistas que denunciam esse perigo e essa necessidade extrema de uma nova ponte e da construção de corrimãos e aumento do muro de proteção lateral, que hoje tem pouco mais de meio metro, já aconteceram quedas de pessoas, o que pode acontecer a qualquer momento, tanto pelo intenso fluxo de veículos como por uma tontura, um simples desequilíbrio na disputa de espaços com as bicicletas e carroças de tração animal.

A prefeitura tem anunciado uma queda violenta na receita e até já suspendeu a licitação para a construção da ciclovia que daria mais segurança a centenas de ciclistas que todos os dias saem do BTN para trabalhar em Paulo Afonso.

Espera-se que haja uma solução urgente para esse problema sério de mobilidade urbana em Paulo Afonso. Venha ela de onde vier: do governo da Bahia, do governo federal, das emendas dos deputados que levam os votos de Paulo Afonso que tem mais de 120 mil habitantes e mais de 80 mil eleitores, para que tanto os moradores dos vários bairros e da Ilha se sintam seguros como para oferecer a tranquilidade que os turistas que chegam para apreciar as belezas da cidade precisam. 




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4 comentários


Professor Galdino

21/05/2019 - 19:42:25

Jorge Henrique, Elizabeth, Cap Vaz: Agradeço a cada um e a todos pelo apoio a este escriba, morador de Paulo Afonso há mais de 64 anos e, portanto, acompanhante da história e da vida deste município e dos pioneiros seus fundadores. Como observaram, a situação da ponte é um dos descasos com a mobilidade urbana e precisa ser corrigido com urgência. Há outros equipamentos, monumentos e lugares que também merecem a atenção do poder público e, naturalmente vai se precisar contar com o apoio do governador, do governo federal e dos políticos eleitos com os votos dos pauloafonsinos. Muito obrigado. Defender o interesse do coletivo deste município é dever de todos nós e desde que foi honrado com o título de Cidadão de Paulo Afonso, em abril de 1993, esse sertanejo de Zabelê/Monteiro tem procurado fazer isso. Paulo Afonso, cidade de povo tão acolhedor, merece também o nosso trabalho, o nosso carinho.


Jorge Henrique

21/05/2019 - 11:35:15

Bastante legítimos estes alertas. A nossa ponte está sub-dimensionada e inadequada p o fluxo atual, tornando-se um risco iminente... Parabéns p os amigos Neo, Galdino, o Cap Paz e todos q se expõem em prol de um bem comum...


Elizabeth Vergueiro Quadros Reis

21/05/2019 - 08:18:15

Parabéns ao Tec de Segurança do Trabalho Manuel Reis pela sua preocupaçao com o povo da nossa querida Paulo Afonso e com o seu pedido de SOCORRO pelas redes sociais conseguio o apoio e materias nos principais meios de comunicaçao e com isto esperamos um olhar diferenciado com a vida humana e animal dos nossos politicos de Paulo Afonso, do Governador Rui Costa e dos deputados estaduais,federais, presidente da CHESF e do nosso presidente Bolsonaro.Parabéns professor pela materia e apoio.


Cap Paz

21/05/2019 - 06:48:43

Excelentes observações é fundamentos faticos para revitalizarmos, nao tão somente da ponte de acesso, mas diversas outros estruturas arcaicas na nossa querida cidade.Pergunto ainda: "se por um problema de força-maior essa ponte ficar indisponível para o tráfego de pessoas ou viaturas O que acontecerá com Paulo Afonso? Provavelmente o caos se instalará na cidade." O brasileiro, refiro-me nesse caso aos nossos gestores,tem mania de só fechar a porta depois de roubado.Numa perspectiva isso não é improvável de acontecer, como aconteceu nas tragédias de Mariana é Brumadinho.Depois ninguém quer ter culpa por imperícia, imprudência ou negligência, e quem sempre paga a conta é o povo.Eu, como Pauloafonsino nato,parabénizo-lhe professor Galdino, pelo imensurável serviço de utilidade pública prestado a cidade com essa matéria. "O silêncio torna os homens covardes".


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