Sábado, 30 de Maio de 2020
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O lago de Sobradinho cheio e o sonho de termos a nossa cachoeira de volta

Publicada em 02/04/20 às 22:45h - 435 visualizações

por Francisco Nery Júnior


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 (Foto: Arq. do jornal Folha Sertaneja - Fotos do Lago de Sobradinho)


Se agregar algo importante à oportuna matéria do professor Galdino, publicada na Folha Sertaneja, recheada de fotos que nos enchem de esperança e alegria, sua preocupação com a cachoeira (com o rio na realidade), acrescentaria que o lago de Sobradinho, com mais de 70% da sua capacidade de acumulação no momento, equivale a cinco Baías da Guanabara e três Baías de Todos os Santos. A água represada contempla diversos propósitos nobres além da produção de energia elétrica. Hoje, em retrospectiva, somos gratos à visão dos governos militares durante os quais o Brasil cresceu, por vinte anos consecutivos, cerca de 10% ao ano.

- Não creio que um governo "democrático" teria vencido as resistências e os óbices para a construção da barragem, mesmo naquela época. O professor Delfim Neto afirma categoricamente que o Brasil é ingovernável. Talvez, daí, os chimiliques de Jair Bolsonaro. Vamos nos lembrar que os brasileiros rejeitaram em plebiscito o sistema parlamentarista para o Brasil.

- Estados Unidos, China e Egito construíram imensas barragens. No Brasil, há sempre os negativistas. Deodoro renunciou, Getúlio Vargas se suicidou e Juscelino, que por milagre sobreviveu aos cupins destruidores dos visionários, eleito por força do apoio que tinha do presidente Getúlio, empossado graças ao legalismo do General Henrique Teixeira Lott, foi humilhado e vergonhosamente tratado (dessa vez pelos militares).

- Sem cachoeira, consideremos a luta de Galdino visando à busca de alternativas para o turismo em Paulo Afonso e região. Já tivemos três ônibus de turismo na cidade por dia.

- Em tempo, os projetistas conceberam a barragem de Sobradinho mais alta. Mas como a inundação de vilas e cidades seria bem mais ampla, prevaleceu a cota atual.

Francisco Nery Júnior




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2 comentários


Professor Galdino

03/04/2020 - 12:52:20

De fato, Francisco Nery, a abertura das nossas belas cachoeiras representa o sonho de todos nós. Já vi estas nossas cachoeiras com uma vazão de cerca de 18 mil metros cúbicos de água por segundo. E, graças a Deus, fiz muitas fotos e vídeos delas cheias. É que moro em Paulo Afonso há 65 anos...Hoje, como disse, é mais um sonho que o homem vai fazer tudo para continuar adiando porque a principal utilidade das águas do rio São Francisco atualmente, e há anos, é gerar energia hidroelétrica - e mais recentemente, irrigar os megaprojetos agrícolas e a levar águas para outros lugares, pela transposição. Revendo o relatório diário de vazão do rio, fornecido pela Chesf em sua página www.chesf.gov.br, em Sistema Chesf/ Gestão de Recursos Hídricos, observei uma queda considerável no volume de águas que estão chegando a Sobradinho. Por exemplo: em 25 de março, estavam chegando neste Reservatório 4.750 m³/s e esse volume foi caindo. Em 30/03, o volume de águas recebido já era quase 1.000m³/s menos, com a afluência de 3.800m³/s e caindo. Ontem, 2/4 a afluência foi de 3.650m3/s. Em todo o mês de março até ontem a defluência de Sobradinho para Itaparica esteve na casa dos 800m³/s... Ontem, 2/4, Sobradinho estava com 75,94% de sua capacidade de 34 bilhões de metros cúbicos e Itaparica com 37,34 (em 31/03 estava com 38,5). O reservatório de Itaparica tem a capacidade de 11 bilhões de metros cúbicos. Podemos mesmo não ter de volta as cachoeiras de Paulo Afonso, nota 10 de todos os especialistas como atrativo turístico mas, com os reservatórios cheios, aumenta a capacidade de geração de energia hidroelétrica e afasta o uso das usinas termoelétricas, que aumentam o custo da energia para o consumidor.


F. Nery Jr. - adendo

03/04/2020 - 09:29:04

O planejamento de Sobradinho é anual. O enche-e-esvazia acontece durante 12 meses. Termos cachoeira, infelizmente, corresponderia a"jogar água fora". Para ver o indescritível espetáculo cantado em poesia por Castro Alves, teria que haver como que um dilúvio, assim mesmo de Sobradinho para cá, hipótese pouquíssimo provável. Sobradinho, "legado acerbo de um sonhar que é morto" (do poeta).


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