Pular a navegação e ir direto para o conteúdo

Paulo Afonso - quarta-feira, 08 de setembro de 2010 | 07:20


Home > Nacional

Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
27/04/2010 - 06:10

Autorizada a transposição do Velho Chico

A primeira fase do plano, orçada em US$ 550 milhões, seria financiada por empréstimos obtidos junto a bancos europeus e japoneses, através do Banco do Nordeste.

Da Redação

O presidente Itamar Franco autorizou a execução do Plano de Transposição de Águas do Rio São Francisco para quatro estados do Nordeste - Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Ao custo de US$ 2,1 bilhões, o plano visava a construir 240 quilômetros de canais e quatro elevatórias, transportando água para a perenização de seis rios, abastecendo 220 cidades.

A primeira fase do plano, orçada em US$ 550 milhões, seria financiada por empréstimos obtidos junto a bancos europeus e japoneses, através do Banco do Nordeste. A segunda fase custaria aos cofres públicos cerca de US$ 1,5 bilhão, sendo financiada pelo Banco Mundial.

O projeto de transposição, apesar de aprovado pelo presidente, não saiu do papel. O governo encontrou oposição por parte de diversos segmentos da sociedade, que achavam que a transposição das águas beneficiaria uma pequena parcela da população, em sua maioria latifundiários. Outra crítica referia-se a um possível aumento no processo de desertificação das margens do rio, com a retirada de parte de suas águas, o que poderia vir a causar a extinção do mesmo.

Em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso assumiu a presidência, o projeto voltou a ser discutido. FHC assinou o documento "Compromisso pela Vida do São Francisco", que propunha a revitalização do Velho Chico e um novo plano para a construções dos canais de transposição.

Assim, com a revitalização, o rio suportaria adequadamente o desvio de uma pequena parcela das suas águas sem correr o risco de secar.

Apesar das novas idéias, as obras não conseguiram ser alavancadas.

No primeiro mandato de Lula, no entanto, três empresas foram contratadas para reestudar o plano de irrigar as terras secas do agreste nordestino, desviando 2% do volume total das águas do rio. Em 2007, após o novo projeto ter sido aprovado, o Exército iniciou obras de construção de túneis na parte leste do rio, apesar da oposição de ambientalistas, habitantes de regiões banhadas pelas águas do Chico, indígenas e religiosos.

Enviar por e-mail

Insira até cinco e-mails, separados por vírgula








Deixe um Comentário





  • Observações
    • Todos os campos são de peenchimento obrigatório
    • Seu email não será publicado
    • O comentário será enviado para o moderador antes de ser publicado