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Paulo Afonso - quarta-feira, 08 de setembro de 2010 | 07:19
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Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
26/04/2010 - 08:47
Com o leilão vencido pela Chesf, estatal que lidera o consórcio Norte Energia, o governo tentará antecipar a assinatura do contrato de outorga
Da Redação
O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, garantiu que a Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, terá suas obras iniciadas no máximo em setembro deste ano.
Com o leilão vencido pela Chesf, estatal que lidera o consórcio Norte Energia, o governo tentará antecipar a assinatura do contrato de outorga.
"Trata-se da usina mais planejada do mundo. Foram cinco anos de estudos ambientais e não podemos mais esperar", afirmou o ministro na sextafeira, em Florianópolis (SC).
O ministro criticou a ação de organizações não governamentais que tentam protelar o processo de construção da obra, e disse que tais atitudes não passam de “manipulações”.
“Não sou técnico, mas me reporto aos números.
Foram mais de R$ 70 milhões gastos em estudos ambientais e, se for necessário, faremos algumas adequações.
Esta inquietude é natural, mas Belo Monte precisa sair”, afirmou, lembrando que o processo que tratou da construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, foi ainda mais penoso e sofreu com mais atrasos devido às questões ambientais discutidas na Justiça.
Zimmermann não descartou a possibilidade de a Chesf assumir integralmente a execução da obra, uma vez que detém 49% do consórcio.
Considerando a possibilidade remota por conta das ações que questionam os valores envolvidos na negociação, assegurou que a estatal possui expertise suficiente e que, se preciso for, tem capacidade de comprar parte das demais empresas participantes do grupo vencedor do leilão de Belo Monte.
O presidente de Furnas Centrais Elétricas, Carlos Nadalutti, também não economizou críticas às organizações contrárias à construção de Belo Monte. “Não consigo entender os ataques dessas organizações.
Estamos tratando de um empreendimento de fonte limpa e renovável e não dependemos do euro, dólar, iene ou qualquer investimento estrangeiro.
O hidro é o nosso recurso.
Acho que estão querendo voltar aos tempos das cavernas”, disse.
CRESCIMENTO. Nadalutti acrescentou que o Brasil poderá ver abortado seu nível de crescimento em até cinco anos caso empreendimentos do porte de Belo Monte não saiam do papel.
“A hidrelétrica vai ser construída com os melhores padrões de engenharia existentes no mundo e o Brasil tem que crescer com esta energia", completou.