Pular a navegação e ir direto para o conteúdo
Paulo Afonso - quarta-feira, 08 de setembro de 2010 | 07:34
Home > Nacional
Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
20/04/2010 - 15:26
De acordo com a AGU (Advocacia Geral da União), a liminar não prejudicou a realização do leilão porque foi concedida quando ele já estava em andamento
Da Redação
O consórcio liderado pela estatal de energia Chesf e a Queiroz Galvão ganhou o leilão para a concessão da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, com um lance de R$ 78 o megawatt-hora, um deságio médio de 6% sobre o preço máximo estipulado (R$ 83). O coordenador de licitações da Aneel, Helvio Guerra, acabou de dar coletiva dizendo, porém, que, por força de liminar judicial, a agência está impedida de divulgar o resultado do leilão.
De acordo com a AGU (Advocacia Geral da União), a liminar não prejudicou a realização do leilão porque foi concedida quando ele já estava em andamento. O leilão começou às 13h20 e durou menos de 10 minutos. Segundo a Folha de S.Paulo, o consórcio vencedor se comprometeu a vender a energia por um preço ao menos 5% menor do que o concorrente.
Pela terceira vez, a liminar foi concedida pela Justiça Federal em Altamira (PA), que voltou a aceitar os argumentos contra o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, que deve ser construída no rio Xingu, no Pará. Durante a manhã, o Tribunal Regional Federal havia derrubado a segunda liminar, concedida ontem.
Todas as decisões são do juiz Antonio Carlos Almeida Campelo. As duas primeiras eram pedidos do Ministério Público Federal. A de agora foi protocolada pelas ONG Amigos da Terra e Kanindé. A liminar cassada hoje contestava pontos do licenciamento ambiental aprovado pelo Ibama em fevereiro para o empreendimento, um dos mais estratégicos do governo Lula.
Belo Monte, se construída, será a segunda maior usina hidrelétrica do país, atrás apenas da binacional Itaipu, e está orçada em R$ 19 bilhões.