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Paulo Afonso - sexta-feira, 10 de setembro de 2010 | 15:41


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Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
05/02/2010 - 07:15

Audiência vai discutir nova adutora

Compesa explica projeto para população de Caruaru no dia 4 de março. Apresentação será na sede do Serviço Social do Comércio

Da Redação

Tarcisio Ferraz/DP/D.A Press - 28/5/09 Tarcisio Ferraz/DP/D.A Press - 28/5/09 Meta da adutora é levar a água da transposição do São Francisco para o sistema de abastecimento público a partir de junho do próximo ano

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) vai realizar, no próximo dia 4 de março, audiência pública, em Caruaru, explicando a construção da nova Adutora do Agreste. O projeto, um dos mais ambiciosos do setor de recursos hídricos no Nordeste, visa a melhorar o abastecimento em 80 localidades de 70 municípios da região, com um investimento total estimado em R$ 1,5 bilhão, financiado pelo Ministério da Integração Nacional, e aproximadamente 1.100 quilômetros de extensão. O evento será na sede do Serviço Social do Comércio (Sesc) em Caruaru, com a participação aberta a toda a população.

A entidade encontra-se atualmente na fase de mobilização da população dos municípios que serão beneficiados pelo empreendimento. Através de rádios e associações de moradores, a ideia é divulgar o evento para quem tiver possível interesse. Nesse trabalho, a Compesa está sendo apoiada pela Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, que convocou a audiência por ser a responsável pela expedição da licença ambientalpara o projeto.

A audiência é uma exigência legal para a realização da obra. A Adutora do Agreste é considerada uma solução para o gargalo no abastecimento hídrico da região, já que a escassez de mananciais locais a torna um local crítico para a Compesa, mais ainda que o Sertão. Através dela, o governo pretende transportar a água do chamado Ramal Leste da transposição do Rio São Francisco, um dos dois canais responsáveis pelo desvio de parte do volume do Velho Chico. "Não existe outra alternativa para o abastecimento no Agreste. A obra é indispensável para garantir o abastecimento dessas localidades", disse João Bosco de Almeida, presidente da Compesa e secretário de Recursos Hídricos de Pernambuco.

A participação no evento é aberta e a inscrição pode ser feita no local mesmo. A lotação do auditório do Sesc é de 1.500 pessoas, de acordo com informações da CPRHR. Ônibus contratados pela Compesa sairão de 12 municípios do Agreste, além do Recife, para garantir o máximo de participação na audiência. "Toda contribuição que recebermos durante a audiência será considerada durante a elaboração do projeto", garante João Bosco de Almeida. O relatório de impacto ambiental (Rima), documento que levanta as possíveis consequências trazidas pelo empreendimento ao meio-ambiente, pode ser consultado na página da CPRH na internet.

Até o fim deste mês, a Compesa deve publicar o edital para a realização do projeto para a construção da Adutora, que sozinho está orçado em R$ 16 milhões. A previsão é beneficiar aproximadamente 1,6 milhão de pessoas em todos os 70 municípios atingidos pelo sistema. A meta é de que a adutora leve a água da transposição do São Francisco para o sistema de abastecimento público dessas localidades a partir de junho de 2011. O sistema de captação da água da transposição será construído ém uma localidade conhecida como Ipojuca, no município de Arcoverde, a 252 quilômetros do Recife.

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