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Paulo Afonso - terça-feira, 16 de março de 2010 | 16:14


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Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
03/03/2010 - 23:18

Campanha da Fraternidade critica o capitalismo

Ednaldo Jr

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou no dia 17 de fevereiro, a Campanha da Fraternidade 2010. A abertura oficial foi marcada por um ato ecumênico  em Brasília.

Apesar de afirmarem que não estão propondo um novo modelo econômico, representantes das igrejas criticaram a acumulação de capital e os grandes negócios.

O tema é “Economia e Vida” e tem como objetivo geral colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão.

A iniciativa ainda quer sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constituem; buscar a superação do consumismo, que faz com que ‘ter’ seja mais importante do que as pessoas; criar laços entre as pessoas de convivência mais próxima em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo como das dificuldades pessoais; mostrar a relação entre fé e vida, a partir da prática da justiça como dimensão constitutiva do anúncio do evangelho e reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica, em vista da própria conversão.

“O desejo da Campanha da Fraternidade 2010 é unir as Igrejas Cristãs e, principalmente a nossa sociedade, que é formada por pessoas de boa vontade, na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, criando uma cultura de solidariedade e trazendo paz”, disse Dom Guido Zendron.

Sob a responsabilidade do Conic, a Campanha da Fraternidade 2010 será ecumênica e estará aberta à participação de todas as denominações cristãs. Esta é a terceira Campanha da Fraternidade Ecumênica. As outras foram realizadas em 2000 e em 2005.

A campanha deste ano será patrocinada não apenas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tradicional criadora, mas pelas igrejas Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Presbiteriana Unida.

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