Pular a navegação e ir direto para o conteúdo
Paulo Afonso - sexta-feira, 10 de setembro de 2010 | 15:53
Home > Local
Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
03/02/2010 - 00:57
Antônio Galdino
Centenas de milhares de pessoas de 4 Estados nordestinos utilizam os serviços do HNAS
Quando a Chesf iniciou suas grandes obras em Paulo Afonso – usinas, barragens e acampamento com mais de duas mil casas e instalações sociais, recreativas e muitas escolas, construiu também um pequeno ambulatório que foi crescendo na medida da necessidade da própria empresa que já teve, em seus canteiros de obras e escritórios, mais de 11 mil empregados.
Segundo o médico Luiz de Deus, que foi diretor do HNAS por mais de 20 anos e há anos é Deputado Estadual (DEM) e atual vice-presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa “essa história da Chesf transferir o Hospital tem mais de quarenta anos mas tem sido mais intensa ultimamente”.
Antes, um pequeno ambulatório. Hoje atende uma vasta região de 4 Estados Nordestinos
De fato, a Chesf apresenta como argumento para transferir o HNAS um Decreto Federal de 1998 que diz que a hidrelétrica não pode gerir nada que não seja a produção, comercialização e transmissão de energia elétrica.
O assunto já mereceu passeata de políticos com direito a abraço simbólico no HNAS. Entidades representativas da sociedade como a Maçonaria, Lions, Rotary, OAB e a Prefeitura já se reuniram recentemente para discutir alternativas para esse assunto que tem incomodado meia-cidade. Mas, nem a Chesf nem o Governo do Estado estiveram presentes a este encontro, realizado na ASCOPA no início de dezembro de 2009.
Ainda em dezembro, quando esteve em audiência com o presidente da Chesf, o prefeito Anilton Bastos se fez acompanhar dos deputados José Carlos Aleluia e Luiz de Deus. Novamente o Deputado Luiz de Deus questionou o presidente da Chesf, Dilton da Conti sobre essa transferência, dada como certa por vários segmentos do município, inclusive apoiada por parte dos vereadores da Câmara Municipal de Paulo Afonso.
Antigo HNAS
Muitos se questionam porque, nos últimos anos da gestão do Prefeito Raimundo Caíres, este mesmo governo do Estado da Bahia e o Secretário Jorge Sola, moveram céus e terra para transferir o HPA, que era gerido pelo Estado da Bahia, para o município e agora deseja receber o HNAS que atende a cerca de 25 municípios de quatro estados nordestinos – Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco.
Pelo que se sabe até agora, à boca pequena, a Chesf, que investe hoje em torno de 22 milhões de reais/ano no HNAS, embora tenha uma receita líquida anual girando em torno de 1 bilhão e meio de reais, estaria reduzindo em 10% a cada ano a sua participação no HNAS e em 10 anos estaria totalmente fora.
Estas informações que circulam por aí devem ser apresentadas oficialmente à comunidade de Paulo Afonso no dia 4 de fevereiro, no Memorial Chesf, às 9h30min e, confirmadas ou não serão, com certeza, farta munição num ano de eleições para presidente da Republica, Governador do Estado, Deputados e Senadores.