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05.02.2019 | 13:49

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Brumadinho: água do Rio Paraopeba apresenta riscos à saúde

O Paraopeba é um dos principais afluentes do São Francisco.

Antônio Galdino com o site catracalivre.com.br - Foto - Lucas Hallel/Ascom Funai

Brumadinho: água do Rio Paraopeba apresenta riscos à saúde
O governo de Minas Gerais determinou que a Vale deve fornecer água potável às comunidades atingidas

Lucas Hallel/Ascom Funai
Cacique Pataxó olha desolado o rio Paraopeba morto

Cacique Pataxó olha desolado o rio Paraopeba morto

 O rio Paraopeba é um dos principais afluentes do rio São Francisco. Hoje está sendo considerado pelos técnicos e especialistas como um rio morto. Foram colocadas barreiras de contenção ao longo do seu leito, em três lugares para que os rejeitos tóxicos vindos das minas de Brumadinho não cheguem ao rio São Francisco.

Ainda assim, causa muita preocupação aos ribeirinhos do São Francisco porque o rio São Francisco perde um dos seus principais mananciais.
O rio São Francisco percorre quase 3 mil quilômetros de sua nascente, na Serra da Canastra, também em Minas Gerais até o Oceano Atlântico, onde deságua entre os Estados de Alagoas e Sergipe.

Arq. Folha Sertaneja
Rio São Francisco

Rio São Francisco

Ao longo deste rio, chamado de “rio da unidade nacional” são acumuladas em suas barragens 50 bilhões de metros cúbicos de águas utilizados para movimentar 10 grandes usinas hidrelétricas, 6 delas no Estado da Bahia, sendo 5 no município de Paulo Afonso, uma no Estado de Pernambuco e uma no Estado de Sergipe, gerando juntas mais de 10 milhões de quilowatts de energia hidro elétrica.

Para os índios Pataxós que vivem da pesca e da agricultura às margens do Paraopeba, a situação ainda é mais dramática pois perdem totalmente a sua condição de vida na região, de onde não desejam sair.
A imagem do cacique da tribo Tapajós olhando desolado o rio Paraopeba morto, correu o mundo.

No rio Paraopeba, o governo mineiro desaconselhou o uso da água para consumo humano e animal sem tratamento
As secretarias estaduais de Saúde (SES-MG), de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais informaram, em nota conjunta, que a água do Rio Paraopeba apresenta riscos à saúde humana e animal.

De acordo com os resultados iniciais do monitoramento do rio, o governo mineiro desaconselhou o uso da água para consumo humano e animal sem tratamento, até que a situação seja normalizada. A pescaria também deve ser evitada.
Segundo as secretarias, o contato eventual com a água não causa risco de morte, mas ainda sim deve ser respeitada uma área de 100 metros das margens. Os bombeiros que trabalham no local precisam utilizar todos os equipamentos de segurança.

O governo de Minas Gerais determinou que a Vale deve fornecer água potável às comunidades atingidas. Além disso, a empresa suspendeu a necessidade de emissão de outorga para a perfuração de poços artesianos. Ao mesmo tempo, servidores da Secretaria de Agricultura estão percorrendo 20 municípios da região para recomendar que a água dos rios locais não seja utilizada.

Ainda conforme alertou o governo do estado, as pessoas que tenham tido contato com a água bruta do Rio Paraopeba, depois da chegada da pluma de rejeitos, ou ingerido alimentos que também tiveram esse contato, e apresentarem náuseas, vômitos, coceira, diarreia, tonteira ou outros sintomas devem procurar a unidade de saúde mais próxima.
(Com informações do site catracalivre.com.br)

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